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Os estudantes que lutam pela defesa do planeta Terra e contra as alterações climáticas têm um novo encontro marcado: na sexta-feira, dia 10 de maio, os ativistas vão concentrar-se às 20h em frente à Assembleia da República para uma vigília que pretende durar a noite toda, numa espécie de aquecimento para uma maior greve climática estudantil marcada para o dia 24 de maio.

A intenção dos estudantes, escreve o Público, é seguir o exemplo de Greta Thunberg, impulsionadora da iniciativa, que toda as sextas falta às aulas para protestar em frente ao parlamento sueco.



Entre “informações de ativismo climático, rodas de leitura e debate, reuniões abertas e música”, os estudantes pretendem que a manifestação se prolongue até ao dia seguinte. “Queremos ter visibilidade para a próxima greve, é uma forma de nos mantermos ativos e de permitir que pessoas que não podem participar na greve possam participar nesta ação”, revela  Alice Gato, estudante da Escola Secundária de Camões, em Lisboa, e organizadora da vigília. O protesto conta com a Climáximo, uma organização pela justiça climática, para ajudar na parte informativa.

Os estudantes querem reivindicar com o protesto que em Portugal seja declarada “emergência climática”, à semelhança do que aconteceu no Reino Unido com os protestos do Extinction Rebellion. “Sabemos que para atingir as metas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) precisamos de cortar em 50% as emissões até 2030″, lembram num comunicado, exigindo a a proibição da exploração dos combustíveis fósseis em Portugal”, o que implica “o fim das concessões da Batalha e Pombal”, a “expansão significativa das energias renováveis”, o encerramento da central de Sines e do Pego, “o melhoramento do sistema de transportes públicos” e a “requalificação profissional de trabalhadores de setores poluentes”.

A organizadora frisa que “quanta mais gente aderir, mais pressão é feita em todo o país” e quer que mais pessoas comecem a identificar-se com a causa.