(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Já são conhecidas as notas do último colocado nas escolas de medicina portuguesas. Depois da subida de médias na 1.ª fase dos exames nacionais (Matemática A subiu 28 pontos este ano, Biologia e Geologia havia subido 26 pontos em 2014 e Física e Química A também tinha subido 11 pontos em 2014), muitos adivinhavam uma subida das notas de candidatura, com uma consequente subida das médias de entrada em Medicina no ano letivo 2015/2016. O que poucos esperavam era uma subida tão acentuada.

Faculdade Nota do último colocado
 Faculdade de Medicina da Universidade do Porto 186,7
 Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar 184,8
Escola Superior de Ciências da Saúde – Universidade do Minho 183,2
 Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 181,3
 Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa 180,5
 Faculdade de Ciências Médicas – Universidade Nova de Lisboa 179,2
 Faculdade de Ciências da Saúde – Universidade da Beira Interior 178,0
 Ciclo Básico de Medicina – Universidade da Madeira 177,8
 Ciclo Básico de Medicina – Universidade dos Açores 177,3

Na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, a nota subiu 4 pontos percentuais relativamente ao ano passado, ano em que a nota do último colocado havia sido 182,7. É preciso recuar até 2005 para encontrarmos um ano em que a nota, nesta faculdade, atingiu estes valores: então, a nota do último colocado havia sido 186,8. Desde aí, só em dois anos (2007 e 2011) é que a nota de entrada havia ultrapassado a marca dos 186: foi 186,3 em ambos os anos. Portanto, nos últimos 10 anos, esta é a 2.ª nota mínima de entrada mais alta dos últimos 10 anos nesta instituição.

Relativamente ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, também ele integrante da Universidade do Porto, a nota subiu 3,8 pontos em relação ao ano passado (181,0). Em 2011 tinha sido superior (185,5), bem como em 2005 (185,3). 2015 fica, portanto, com a medalha de bronze nos últimos 10 anos, ao ser a 3.ª nota mais alta neste período.

Na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, a média aumentou 3,6 pontos quando comparada com o ano de 2014. À semelhança do que acontecia com o ICBAS, só em dois anos a nota de candidatura do último colocado foi superior, nos últimos 10 anos: em 2011, ano em que foi 184,5, e em 2005, ano em que a nota chegou aos 185,0). Mais uma vez, a média de 2015 fica em 3.º lugar nas notas mais altas dos últimos 10 anos nesta instituição.

Passando à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, pode verificar-se que a nota de candidatura do último colocado aumentou 4,6 pontos desde o ano passado (176,7). A média atinge assim o valor de 2012, ano em que também havia sido 181,3. Em Coimbra, a nota deste ano apenas atinge a 6.ª posição nas notas mais altas dos últimos 10 anos, numa tabela liderada por 2005 (184,3).

Na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, o aumento foi de 5,3 pontos relativamente ao ano anterior, igualando a média de 2012: 180,5. Também no caso da FMUL, 2015 aparece na 6.ª posição das notas mais elevadas dos últimos 10 anos, numa tabela também liderada por 2005.

Quanto à Faculdade de Ciências Médicas – Universidade Nova de Lisboa, a subida relativamente ao ano transato (174,3) foi de 4,9 pontos. É preciso ir até 2012 para encontrarmos um ano em que a nota de entrada nesta faculdade foi superior (179,5). O ano de 2015 ocupa, então, a 7.ª posição na classificação, sendo que a média mais alta dos últimos 10 anos (e de sempre) nesta faculdade foi no ano de 2007, com 188,5.

Na Universidade da Beira Interior, a média subiu 5,5 pontos relativamente ao ano passado. O 178 deste ano fica em 9.º lugar desde 2005, sendo a tabela precisamente liderada por 2005, uma vez que, nesse ano, o último colocado nesta faculdade tinha 183,6 como nota de candidatura.

Na Madeira e Açores a subida também foi acentuada: 5,5 em ambos. Assim, a nota de 2015 é a 7.ª mais alta dos últimos 10 anos na Madeira e a 8.ª nos Açores.

Ano Média do Ano Variação relativamente ao ano anterior
 2005  183,9  3,0
2006 179,3 – 4,6
2007  181,9 2,6
2008 181,2 – 0,6
2009 180,1 – 1,1
2010 180,9  0,8
2011 182,7 1,8
2012 180,7 – 1,9
2013 176,9 – 3,9
2014 176,1 – 0,7
2015 181,0 4,8

Nesta tabela, pode ver-se:

  • na 2.ª coluna, a média das notas do último colocado nas escolas médicas em Portugal;
  • na 3.ª coluna, a variação (diferença) relativamente ao ano anterior – uma variação positiva significa um aumento, em média, das notas do último colocado, enquanto uma variação negativa indica uma diminuição.

Assim, olhando para as médias, a maior média foi registada em 2005 (183,9) e 2015 surge em 5.º lugar, com 181,0.

Já no que concerne às variações entre anos, a variação que se verificou este ano (ou seja, entre 2014 e 2015) é a maior subida registada nos últimos 10 anos (e, já agora, nos últimos 15 anos também): a média das notas do último colocado subiu de 176,1, em 2014, para 181,0, em 2015, o que corresponde a um aumento de 4,8 pontos. Nunca tinha existido uma variação tão elevada, sendo que o segundo maior aumento verificado ocorreu em 2005, ano em que as notas subiram, em média, 3 pontos relativamente a 2004. A maior descida verificou-se em 2006 (então, as notas haviam descido, em média, 4,6 pontos).

Parabéns aos colocados! Àqueles que não tiveram tanta sorte, recomendo o artigo Dicas de quem nãi entrou (à primeira) em Medicina.