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Quando estava quase a terminar o curso profissional (10°, 11°, 12°) resolvi que tinha chegado a altura de fazer a decisão da minha vida. Avanço com a candidatura para o Ensino Superior ou embarco no Mundo do Trabalho? Resolvi que ir atrás do que quero para mim futuramente iria ser a decisão mais acertada, e assim avancei com a minha candidatura.

No entanto, tinha plena consciência de que as aprendizagens que tinha tido no curso profissional não eram suficientes para me candidatar nos Exames Nacionais. Até que me falaram em CTeSP. Candidatei-me a um Curso Técnico e Superior Profissional, fiquei entusiasmada e imaginei como tudo seria.



Sempre foi um objetivo ter a experiência de passar pela praxe, pela tuna, por todas as atividades que envolveriam a minha integração para que estes fossem os melhores anos da minha vida. No entanto, correu tudo ao contrário.

Na Escola Superior em que entrei, disseram-me que os CTeSP’s ainda não eram “integrados” no mundo universitário. Não tínhamos direito a nada que envolvesse atividades praxisticas. Então, temos todos os mesmos deveres mas não temos todos os mesmos direitos? E é a isto que chamam de “Educação”? Recusei o que me disseram e resolvi que iria desistir daquilo que queria. Nada foi igual aquilo que eu tinha como objetivo, mas nunca desisti de chamar à atenção de que também pertencemos ali.

Quando se aproximava o dia da serenata, entrei numa loja de trajes, e comprei o meu! Fui à serenata, trajei e tracei a capa. Assim, sem direito a padrinhos nem nada. E isso chamou atenção de muita gente.

Eu e uma colega, fomos as primeiras alunas naquela escola a trajar por um CTeSP.

Porque nós só alguém, temos um nome, e vamos continuar a lutar por isso.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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