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Mais frequente do que seria desejado ou até mesmo esperado, sempre surgem os artigos de opinião a falar de medicina, de como é difícil de entrar e do sofrimento e desilusão de quem não conseguiu entrar. Este está muito longe de ser um deles! Para quem nunca teve dificuldade a conseguir entrar no curso, nunca vai perceber o quanto é difícil lidar com a desilusão de ver um sonho despedaçado. Porém, onde algo nos parece ser o fim do mundo à primeira instância, pode apenas ser uma lição de vida mais importante do que aquilo que podemos imaginar. Ao longo do tempo pude lidar com pessoas que ficaram um ano a repetir exames, que depois finalmente conseguiram entrar e que acham que esta experiência as tornou mais fortes. A questão que se coloca é… e quando mesmo assim eu não consigo?

Eu sei o que vos vai ou já passou pela cabeça! Vão se questionar sobre o porquê que não conseguem, porquê que ficam nervosos e estragam tudo no exame quando o em casa, ou nas explicações ou nas aulas que se esforçaram imenso tudo parecia bem; porque é que os outros conseguem e vocês não, até que se questionam se serão piores e se algum dia vão conseguir.



A minha história não foi muito diferente. Nunca fui grande coisa nos exames nacionais, e então a matemática era um dos meus grandes handicaps. Acabei por ir para dentária onde com o tempo fui percebendo que não era bem aquilo que eu queria ou estava a espera e não me sentia realizado. Mas mesmo assim fui tentando todos os anos repetir exames nacionais e tentar novamente. Não tive muito sucesso porque não era capaz de desistir da faculdade para estudar como muitos fazem e então acabei por não conseguir desta forma. Ouvi muitas vezes dizerem que eu não ia conseguir entrar ou quando não o diziam estava bem lá implícito. E também cheguei a duvidar as minhas capacidades e se mesmo que entrasse se ia ter sucesso.

Foi então que descobri o concurso especial para licenciados e foi assim que consegui entrar após ter estado noutro curso durante 4 anos. Apesar de ser a primeira coisa que vos passe pela cabeça, estes não foram nem de perto 4 anos perdidos. Ao longo deste tempo obtive imensos conhecimentos que me dão um bom background para o curso, aprendi a lidar com a desilusão e que, por muito mau que seja, é possível dar a volta; aprendi que os melhores alunos não são de longe os melhores profissionais e que existem valores que notas não podem medir, ganhei maturidade e acima de tudo, percebi que não existe tal coisa como sonhar alto demais para nós!

O caminho que percorri não me faz melhor ninguém, mas permitiu me ver de uma forma diferente a mesma realidade!

Por isso quando estiveres a desesperar após varias tentativas falhadas e tudo te quiser fazer acreditar que não vais conseguir, não desistas! É só isso! Procura alternativas, e dá o teu melhor! Nunca é tarde demais para seguires o teu sonho e ninguém te pode fazer convencer disso!

Não deixes de tentar!

Um dia estarás no meu lugar 😉

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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