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Em que se baseia o teu curso (saídas profissionais, plano curricular, etc…)?

Mariana Freire (M.F): Eu sou aluna do 2º ano do Mestrado Integrado na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa composto por 3 anos de licenciatura e 2 de mestrado. A faculdade oferece 7 mestrados, cada um mais específico para uma determinada área da psicologia, que nos permitem uma boa preparação para o mundo do trabalho em variadas instituições como centros de saúde, prisões, centros de trabalho, escolas, etc.

Diana Ricardo (D.R): Eu sou aluna do Mestrado Integrado de Psicologia no ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida. Este curso entrega-nos várias competências para que possamos exercer as áreas da psicologia, investigação, ensino, etc…

Sara Pereira (S.P): O meu curso consiste no estudo da mente humana! Eu também estudo na universidade do ISPA e este curso permite-nos saídas profissionais, tais como, psicologia forense, clínica, desporto, infantil, educacional, organizacional, saúde, comunitária, etc… Quanto ao plano curricular ele consiste no estudo da mente humana nas várias áreas que falei em cima, desde a evolução do pensamento dos primeiros homens aos pensamentos dos mais novos e adultos.



O que te levou a escolher psicologia? Sempre foi uma opção?

M.F.: Sempre tive um grande interesse em perceber como é que funciona a mente humana, a maneira como o ser humano reage a diferentes situações e como interage com outros indivíduos; tendo sido a minha primeira escolha na altura em que me candidatei ao ensino superior.

D.R.: Escolhi psicologia, pois anteriormente tive uma fase menos positiva da minha vida, uma depressão e percebi a importância desta área na vida das pessoas, sendo algo que passei a ambicionar para o futuro.

S.P.: Eu sempre tive queda para psicologia, sempre fui de certa forma a psicóloga dos meus amigos e uma paixão que está comigo desde que me lembro. No início, era algo que não tinha em mente, pensei em advocacia! Até que um dia, percebi que o que queria realmente era psicologia forense e nunca tive segundos pensamentos.

O que te surpreendeu pela positiva e negativa no teu curso?

M.F.: Sendo um curso muito teórico, surpreendeu-me bastante o facto de haver algumas cadeiras com vertentes mais práticas, permitindo aos alunos o desenvolvimento de capacidades que seriam mais facilmente adquiridas através dessa vertente. Quanto a algo negativo, talvez o facto de não haver cadeiras na licenciatura relacionadas com a área que gostaria de seguir, Psicologia Forense, de modo a dar a conhecer um bocado dessa vertente da psicologia.

D.R.: Pela positiva, os semestres do ISPA, são muito organizados e existem períodos propositados para exames e outros para trabalhos, para que nos possamos organizar da melhor forma! Pela negativa, a dificuldade dos exames de competência matemática e/ou biológica.

S.P.: O curso todo surpreendeu-me pela positiva, por isso não há nada concreto que revele pela negativa.

Como consideras a proximidade com os professores?

M.F.: É bastante boa, sendo que são bastante próximos dos alunos estando sempre disponíveis para qualquer dúvida ou interesse adicional por parte dos mesmos.

D.R.: A maioria dos professores são impecáveis, não é incomum no ISPA, os professores e os alunos tomarem café juntos na esplanada.

S.P.: Eu tenho bastante proximidade com os meus professores, são profissionais que estão sempre disponíveis para qualquer dúvida. Por vezes, ainda almoço com alguns.



Como tem sido a experiência de frequentar o curso? O que é que te marcou/tem marcado mais?

M.F.: Tem sido interessante! Antes de entrar para o curso a ideia que tinha era um pouco diferente do que na realidade está a ser, mas tem me surpreendido bastante pela positiva, sendo que o conhecimento que tenho adquirido, a forma como nos é passado esse conhecimento durante as aulas, o modo como os professores se relacionam com os alunos e a disponibilidade que têm para esclarecimento de dúvidas e curiosidades, ajudam para que os alunos se sintam bem levando a uma melhor aprendizagem dos conteúdos lecionados.

D.R.: Até agora a experiência tem sido boa! Uma situação que me marcou pela negativa foram os trabalhos serem quase todos de grupo e encontrar várias vezes (como em qualquer curso) os alunos “paraquedistas” que não desejam trabalhar.

S.P.: A experiência do curso tem sido incrível, quanto mais aprendo sobre ele mais quero saber! O que tem sido, definitivamente, mais marcante é a matéria que aprendo de novo! 

Como descreverias a tua adaptação ao Ensino Superior? Quais foram/têm sido os teus principais desafios?

M.F.: Ao ter vindo de uma cidade bastante mais pequena do que Lisboa e ainda um pouco longe, foi necessário adaptar-me a uma vida um pouco diferente à qual estava habituada, tendo sido um pouco difícil habituar-me a uma nova rotina. Quanto aos estudos em sim, há uma grande diferença entre o Secundário e o Ensino Superior, passando para um ensino muito mais autodidático, o que não é nenhum bicho de sete cabeças, foi apenas uma questão de hábito e criar métodos de estudo um pouco diferentes dos que tinha antes, uma vez que vim do curso de Ciências e Tecnologias no Ensino Secundário, que considero ser bastante mais prático, em relação à resolução de exercícios, em comparação ao curso em que me encontro, que se baseia muito mais na leitura de artigos e livros.

D.R.: a adaptação foi quase imediata, mas no início senti-me sozinha em Lisboa por não ter nenhum dos meus amigos na minha antiga escola. Os principais desafios têm sido mesmo os trabalhos de grupo.

S.P.: Não tive qualquer problema em adaptar-me à minha instituição, nem vi qualquer desafio na entrada ao ensino superior.

Achas que o teu curso te prepara para exercer as funções de um profissional dessa área? 

M.F.: Acho que estando no 2º ano ainda não consigo muito bem responder a essa pergunta, mas o que aprendi até agora parecem-me ser ferramentas bastante úteis para o meu futuro, enquanto profissional.

D.R.: Sim, mas ao mesmo tempo acredito que a “personalidade de psicólogo” é uma característica intrínseca, ou seja, o curso não nos pode transformar em psicólogos.

S.P.: Claramente que sim! É um privilégio que o meu curso me prepare para uma área cada vez mais desafiante.

Consideras o teu curso difícil? Se sim, porquê?

M.F.: Existem sempre cadeiras e matérias que achamos mais fáceis ou mais difíceis, no entanto, não acho que haja cursos fáceis, depende muito de pessoa para pessoa. Para mim, acho que não é um curso fácil, mas com esforço tudo se consegue.

D.R.: Não, mas considero o curso trabalhoso. Eu acredito, estando no 2º ano, que os exames mais difíceis já passaram.

S.P.: Eu não acho difícil, isto porque gosto do que estudo. Claro que a mente humana não é fácil de aprender, mas a minha paixão é de tal forma grande que quanto mais difícil, mais motivada fico, logo isto leva-me a acreditar que o meu curso não é difícil, mas interessante.



Pensas em prosseguir estudos, isto é, frequentar uma pós-graduação, um mestrado e/ou um doutoramento são opções que tens em mente?

M.F.: Visto que o meu curso tem mestrado integrado, vou usufruir dele, apesar de ainda não saber especificamente qual quero seguir. No futuro, gostaria de tirar uma pós-graduação em Psicologia Forense, uma vez que é a área que gostaria de seguir.

D.R.: Como o meu curso é um mestrado integrado, possivelmente vou ter que seguir na área.

S.P.: Sim, como já tinha referido, quero seguir psicologia forense o que me leva a querer seguir o mestrado nessa área e provavelmente uma especialização em psiquiatria.

Se soubesses aquilo que sabes hoje, farias a mesma escolha novamente? Porquê?

M.F.: Sim, apesar de na altura em que me candidatei estar indecisa entre seguir Psicologia ou Direito, acho bastante útil o conhecimento que já adquiri ao longo dos 2 anos que frequento este curso, daí não mudar a minha escolha.

D.R.: Sim, psicologia é realmente a área que apaixona e que pretendo continuar a estudar.

S.P.: Sim, porque o que realmente quero seguir é psicologia e não me vejo a fazer outra coisa que não esta.

Que recomendações deixas aos próximos candidatos ao Ensino Superior?

M.F.: Apesar de parecer um bicho de sete cabeças e às vezes ser um pouco assustador ir para uma cidade nova sem conhecer ninguém, é das melhores experiências que podem ter na vossa vida. Acho que faz com que cresçamos pessoalmente e conheçamos pessoas com os mesmos interesses pessoais em relação à sua carreira que geram debates bastante interessantes.

D.R.: Escolham um curso que gostem e que pretendem fazer, não vale de nada candidatarem se a um curso para o qual não vão conseguir terminar.

S.P.: Eu recomendaria não perderem de vista o mais importante e fazerem resumos desde o início.

Como consideras a vida académica na cidade onde estudas?

M.F.: A partir do momento em que cheguei senti-me logo bem-vinda e, para mim, isso é um dos melhores sentimentos que nos podem proporcionar quando estamos numa cidade nova sozinhos. Deu-me possibilidades de conhecer pessoas espetaculares, mesmo de cursos diferentes do meu, o que é sempre positivo.

D.R.: É boa, é acessível, temos bastantes transportes e lisboa “alberga” muitas pessoas de regiões diferentes do país e até outras nacionalidades, o que permite novas vivencias e contactos.

S.P.: Uma festa total! Saídas todos os dias, de manhã à noite, com um ambiente total de convívio entre caloiros e veteranos! O mais importante é não esquecer que pagamos propinas para estudar e não sair e apanhar bebedeiras!