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2019 Foi O ano da mudança, o ano em que finalmente comecei a investir no meu futuro e na área em que realmente sonho vir a trabalhar um dia. Se foi fácil descobrir o que queria fazer no futuro? Não, de todo, mas com o passar do tempo consegui conciliar as duas áreas que me são mais atrativas, a comunicação e as empresas.

Com a minha entrada na faculdade este ano, não só percebi que tenho pena dos meus pais pelo enorme investimento que estão a fazer, mas também entendi que pretendo a todo o custo reverter o máximo de oportunidades e benefícios que conseguir do mesmo.



Toda esta fase de adaptação, a uma nova cidade, novos colegas, nova casa (se for o caso), novos professores, disciplinas, escola… é uma boa fase ao fim de contas, ajuda nos a crescer e, cada vez mais, consigo entender isso, apesar que no início estava complicado mas as pessoas continuavam a dizer “estes vão ser os melhores anos da tua vida” e quem sou eu para não acreditar?

Esta nova fase não é fácil para ninguém, principalmente quando se entra com a cabeça cheia de pensamentos negativos. Nestas idades infelizmente é cada vez mais frequente existirem fases da nossa vida em que simplesmente não conseguimos lutar mais e nos deixamos vencer por todas as coisas menos boas que a vida coloca no nosso caminho, e esse foi o meu caso, depois de muito tempo a arranjar forças e tentar superar tudo sem ajuda, caí no fundo e admiti finalmente precisar de ajuda, e não me arrependo, a vida tem de se viver e eu senti que não estava a fazer proveito disso, estava num estado lastimável, apesar que o conseguia esconder facilmente perante os outros, afinal, quando nos fechamos no quarto a chorar, ninguém está lá para ver.

Falando especificamente do meu testemunho não é fácil esta fase de mudança quando não se vem de cabeça erguida seja por que motivos forem, mas a decisão é nossa de nos levantarmos e andarmos para a frente, ou de nos deixarmos levar no sofrimento com as mínimas coisas, que foi o meu caso.

Muitas vezes não fui às típicas festas do caloiro porque simplesmente não tinha apetite para saídas, foi difícil também para mim fazer novas amizades (o que antes não era de todo um problema), todo o processo de sair de casa dos pais que tanto ansiava, esqueçam, só queria voltar, integrar me e realmente levar esta fase da melhor maneira não foi de todo o meu forte. Então tudo o que disse até agora, esqueçam e não dêem ouvidos.

Há apenas uma forma de aproveitar esta nova fase, quer estejas ou não a passar por um mau bocado, sair, conhecer as pessoas e deixar que elas te conheçam, pensar sempre positivo, nas coisas boas (quem sou eu para dar estes conselhos se fiz totalmente o contrario?) e que realmente fazem bem, sejam estas, o teu curso que sempre quiseste entrar, ou apenas o facto de logo ao jantar cozinhares o teu prato preferido. É verdade quando dizem que as mínimas coisas fazem a diferença.

Neste momento só estou a entrar no meu 2º semestre do primeiro ano de caloira e tenciono mudar estes pensamentos e aproveitar um dos melhores anos desta nova etapa, o meu conselho é que tentem sempre ver o lado positivo das coisas, eu sei que não é fácil e é sempre mais fácil falar que fazer, mas por vezes cheguei a forçar um sorriso e ao fim acabou por ser genuíno, tentem, vão procurar forças as pessoas que sabem que não vos vão falhar mas em primeiro lugar procurem em vocês mesmo que pensem que elas não existem porque tudo isto depende de ti próprio e se não fores tu a mudar quem vai mudar por ti?

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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