(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Uma palavra que, embora tão pequena, tem um impacto enorme na vida de todos. Enquanto jovens estudantes, este é muito provavelmente o principal sentimento no nosso quotidiano. Medo de sair de casa, medo de falhar academicamente, medo de não conseguir arranjar trabalho depois de acabar o curso, medo de falhar, medo de tomar decisões erradas, medo de ser fraca, medo do que os outros vão pensar, medo de dizer o que se pensa, medo de desistir, medo de tentar…

Uma vez perguntaram-me qual é que era o meu maior medo. A resposta foi imediata “eu tenho medo de falhar”. Uma frase tão profunda que me deixou, efetivamente, a pensar do que é que eu teria assim tanto medo. Será medo de não acabar o curso? Será medo de desiludir todos os que acreditam em mim? Será medo de não corresponder às expetativas? Será medo de falhar enquanto filha, enquanto irmã, enquanto amiga?



As perguntas são imensas e as soluções para elas parecem escassear. Medos que à partida parecem tão insignificantes, mas que para quem os tem parecem o mundo. Medos que nos congelam, que nos tiram tanto, que optamos por fingir que não nos importamos muito com isso. Deixamos que, efetivamente, esse medo assuma o comando das nossas vidas.

Depois de algum tempo a refletir nestas perguntas, começamos a perceber que aspetos tão pequenos começam, agora, a fazer sentido. Aprendemos a dar a mão e a aceitá-la quando precisamos, aprendemos a dar confiança, a dar o benefício da dúvida, a desafiarmo-nos constantemente no sentido de perceber melhor o sentido da existência deste sentimento. Aprendemos que companhia, não significa segurança.

Começamos a olhar para todas as nossas derrotas de cabeça erguida, com a graça de quem olha para elas como aprendizagem e não como fracasso. Deixamos de fazer planos, até porque importa viver o hoje, dado que o amanhã é incerto para tal. Aprendemos que o imprevisível é bom, que o difícil mete piada… E onde fica o medo no meio disto tudo?

O medo fica lá atrás. Aquele medo que nos desperta para situações perigosas não deixa de existir, ele está lá, mas está como se estivesse camuflado. Finalmente, cedeu! Finalmente, conseguimos ganhar a batalha contra o comandante das nossas vidas. Conseguimos deixar de pensar nas nossas falhas, conseguimos começar a penar naquilo que fazemos de bom, no que podemos melhorar, no que está ao nosso alcance e naquilo que depende de nós.

Por isso, não tenhas medo de falhar! Seja na escola, na faculdade, no trabalho, na família… Tem medo de não abrires as asas para voar, tem medo de partires com data para voltares, tem medo de não te desafiares constantemente. Acima de tudo, tem medo de nunca tentares!

Colabora!

Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

Gostavas de publicar um texto? Colabora connosco.