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O desdém da cultura, sobretudo pelos jovens portugueses


A Biblioteca, assim como qualquer espaço difusor de Cultura, poderia ser um lugar amplamente frequentado. Não se restringindo apenas ao estudantes interessados ou aos investigadores. No entanto, ainda há um certo “tabu” em relação a este espaço, mesmo nas escolas. E Porquê?

 Porque, num país onde 61 % da população não leu um livro sequer em 2020- segundo o “Inquérito às Práticas Culturais dos Portugueses 2020” realizado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian-, o desinteresse em frequentar a biblioteca (e não só) revela um distanciamento cada vez maior dos jovens portugueses à Cultura.

No presente inquérito, a principal causa apontada como limitadora ao acesso/interesse à cultura é a condição económica. Mas, existem espaços, como a biblioteca, que oferecem uma panóplia de recursos grátis além dos descontos culturais associados ao Cartão Jovem. Então o que falta?

Quando se fala de Cultura automaticamente se pensa na ópera, na música clássica, no teatro e nos museus. E o resto? A Cultura manifesta-se no conjunto de saberes e costumes que constituem a herança do indivíduo, portanto é livre e diversificada. Cabe-nos a nós procurar criar contacto com as formas culturais com que mais nos identificamos.

É necessário que os jovens possam descobrir o género literário que se identificam, o estilo musical que se identificam, a corrente artística que se identificam e isso também é regra  se preferirem criar Cultura ou apenas absorver a que se identificam. Eis a proposta: “Conheçam-se!” 😉

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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