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Nos tempos que correm, conhecimento é cada vez mais sinónimo de poder!  Contudo, não nos podemos deixar enganar pelos facilitismos do acesso à informação nem pelas suas plataformas de difusão. Atualmente, temos de estar cientes da permeabilidade de todo o conhecimento, bem como da sua origem.

Assim, a História encontra-se neste limbo no qual a verdade se torna cada vez mais plural e ao mesmo tempo questionável, permeável. Como ciência social, fornece-nos esta capacidade crítica de refletir sobre a origem e os comportamentos dos homens e das mulheres, tanto no tempo como no espaço. Através da sua compreensão, construímos ferramentas analíticas em áreas como a cidadania, que nos abre horizontes para todas as informações socialmente contruídas e muitas das vezes manipuladas.



Com um espírito humanista, questionador e crítico, o ensino da História ajuda claramente os seus alunos e cidadãos a construir fortes linhas de compreensão entre o passado, o presente e o futuro. A procura pelas fontes, indícios de ação, pensamento humanos e interpretação destas realidades sociais , fornecem valores éticos e humanos imprescindíveis para qualquer pessoa que deseje estar atenta ao que a rodeia no seu dia-a-dia.

Então, podemos colocar a seguinte pergunta: como é que História e o seu ensino combatem a “desinformação” do século XXI? Em que medida esta ciência contribui para uma sociedade mais participativa, democrática ? As respostas e abordagens podem e devem ser muitas. Tanto no sentido da sua definição académica como também pedagógica, porque através do estudo de um passado coletivo, talvez as pessoas se sintam motivadas para participar num presente, mas também porque, normalmente, para aprender é preciso errar, e nesse sentido as gerações passadas erraram profundamente em muitas matérias. Se questionarmos o porquê desses erros à luz do presente, isso certamente irá guiar os cidadãos para muitas respostas que até hoje não foram respondidas. Em pleno século XXI só tenho uma sugestão: aprendamos como ensinar e educar as futuras gerações e assim teremos uma sociedade mais justa, mais participativa e com maior sentido cívico.

Para terminar, a seleção do que “interessa” ou “não interessa” quando abrimos uma rede social, passada pela nossa capacidade de questionar sobre toda a informação que visualizamos. Para isso é necessário apostar numa educação mais humanista e social que permita aos nossos alunos adquirir as ditas ferramentas de reflexão para uma visão mais ampla e clara da realidade digital que vivemos atualmente.

O apelo que deixo é para a valorização de quem nos ensina, mas também invistam na forma como aprendem e como analisam o conhecimento. Uma sociedade mais instruída e conhecedora do seu passado estará mais atenta ao que o futuro lhe reserva. Afinal, talvez Aristóteles tivesse razão: “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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