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Desde muito nova que sempre tive uma grande ambição em ser uma pessoa bem sucedida, queria mudar o mundo dentro do que pudesse e ser uma melhor versão de mim mesma a cada dia, mas, com o passar do tempo, fui percebendo que nada era tão fácil quanto eu achava ser. Comecei a criar um pânico enorme da decisão do curso para onde queria ir, porque isso iria decidir o meu futuro e se seria ou não bem sucedida.

 Na hora de escolher, errei. Entrei num curso com o qual não me identifiquei e que sabia que não me ajudaria a alcançar os meus objetivos. Saí ainda no 1º semestre.

 Decidi fazer uma pausa de um ano para ter algumas experiências que me pudessem ajudar a tomar uma decisão mais acertada que a anterior. Para mim, foi uma das melhores decisões que podia ter tomado. Tive tempo para descansar, repor as energias que 12 anos de estudos me tiraram, viajei, passei tempo com a minha família, foquei-me em realizar pequenos projetos para ver se encontrava algo que gostasse e agora estou a trabalhar em part-time (pois assim ainda me sobra tempo para continuar a  ter esses pequenos projetos).



 Em termos de desenvolvimento pessoal, eu sei que foi a melhor escolha. Sabia que gostava de fazer um ano sabático mesmo antes de entrar na faculdade, mas o receio da opinião da minha família e de mais tarde não ter vontade de voltar para a universidade fez com que fazer uma pausa não fosse uma opção.

 E, sem dúvida, esses receios são bastante válidos. Tendo entrado na faculdade (1ª opção e tudo), a minha família ficou bastante orgulhosa. Tinha saído do ensino secundário, onde tinha estado no quadro de mérito durante dos anos para a faculdade, onde construiria o meu futuro, sem dúvida que estava a ir num bom caminho, ainda para mais era a primeira da família a ir para um curso superior. Quando anulei a minha matrícula, todos ficaram mais que chocados. Alguns compreenderam, claro que não ficaram felizes, mas sabiam que o importante era eu estar feliz. Outros ficaram mais preocupados com o que iriam dizer às pessoas que já sabiam que eu estava na  faculdade. Provavelmente sentiram uma certa vergonha por eu ter desistido. Achavam que eu não voltaria mais a estudar.

 Sentir que tinha deixado de ser motivo orgulho da família custou-me bastante, deitou-me abaixo de forma a fazer-me acreditar que não seria capaz de fazer nada ou que a minha vida estava a descambar (tudo porque não gostei do curso onde entrei). Mas, acima de tudo, tirou-me o foco de onde ele devia estar: o que fazer a seguir?

 Ver todos os meus ex-colegas na faculdade dá-me bastante vontade de voltar a estudar, mas estudar o quê?

 Entre gostar de cursos péssimos em termos de empregabilidade ou não ter média para os que gostaria, metade do ano já se passou, e eu continuo em dúvida sobre o que escolher a seguir. A dúvida é tão grande que até emigrar já foi uma opção.

 Ainda assim, não deixo de lutar pelo que quero. Sei que quero fazer a diferença e sei que um dia vou conseguir, seja o que for que estude. Seja daqui a meio ano ou daqui a 2 anos, vou conseguir. E para quem esteja com a mesma dúvida do que escolher, não se sintam pressionados a escolher algo, não sintam que estão sozinhos porque todos temos a mesma dúvida. Façam unicamente o que acham que vos faz feliz.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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