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A crise do COVID-19 está a ser algo que nos está a tocar a todos. Quer seja porque tivemos as aulas suspensas, porque estamos a ter vídeo-aulas, porque temos um familiar próximo que está ou esteve a trabalhar presencialmente ou simplesmente porque temos de estar em casa. Será que se o Estado não tivesse decretado estado de emergência as pessoas estariam de livre iniciativa em casa, ou será que os comportamentos que observámos quando as aulas foram suspensas de acumulação de pessoas nas praias e outros espaços públicos tinham continuado? Uma coisa é certa, o decreto de estado de emergência está a dar frutos e a população na sua grande maioria assumiu a responsabilidade de travar a contaminação em massa. Inclusivamente de acordo com o Presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli somos um exemplo de bom comportamento. Contudo, o facto de passarmos tanto tempo seguido em casa, em muitos casos longe de familiares ou amigos pode ser nocivo para a nossa saúde mental.

1. Dar prioridade à nossa saúde mental

Estarmos tanto tempo fechados em casa e termos sido apanhados de surpresa fez com que tivéssemos perdido as rotinas que tínhamos. Foi aconselhado a toda a gente manter as rotinas de horários que tinham antes do isolamento. Ter horas para acordar, para fazer refeições e para deitar é uma forma de nos mantermos calmos, mas eu acrescento mais. O Estoicismo, fundado em Atenas no século III a.C. é uma boa forma de responder à pandemia de forma individual mantendo a consciência. O Estoicismo consiste na tomada de consciência dos acontecimentos como eles são, não fazendo juízos de valor diretos e de forma imparcial. Desta forma podemo-nos manter calmos no meio de uma tempestade. É perfeitamente normal sentirmo-nos sobrecarregados com informação e ansiosos. Através de práticas como a meditação e o mindfulness podemos manter a calma e proteger a nossa saúde mental. Devemos olhar para as coisas como elas são, analisar o problema, procurar informação fidedigna e posteriormente agir.

2. Saber procurar informação fidedigna

Devido ao facto de estarmos mais tempo em casa é normal que passemos mais tempo a ver televisão, nas redes sociais ou em sites e fóruns de informação. Com isto, somos bombardeados com informação constantemente. Não devemos tomar nada como uma verdade absoluta. Nem toda a informação é fidedigna. Há informação falsa a circular com o objetivo de atingir o governo por exemplo mas também há informação falsa, não totalmente verdadeira, parcial ou desatualizada a circular de forma inconsciente. Temos de ser nós a saber fazer a distinção entre informação fidedigna e não fidedigna. Por vezes até os canais de televisão e jornais com melhor reputação cometem estes erros. O primeiro passo é verificar a fonte, o site e o autor do texto. Muitos sites que publicam desinformação têm nomes parecidos com fontes oficias e tentam-se fazer passar por órgãos de comunicação social reputados. De seguida temos de verificar o corpo do texto, os sites que divulgam fake news costumam ter erros gramaticais, semânticos ou de formatação. De seguida verificar a data de publicação. Muitas vezes a informação pode não estar errada mas sim desatualizada. Todos os dias surgem notícias novas, temos de procurar a mais atualizada possível. Finalmente temos de pesquisar a mesma notícias noutros sites. Se uma mesma notícia estiver a ser publicada em vários sites reputados diferentes, a probabilidade de ser verdadeira é maior.

3. Saber gerir bem o tempo

Se antes nos queixávamos de não ter tempo para fazer tudo o que desejávamos, hoje queixamo-nos por ter demasiado tempo e poucas coisas para fazer. A boa gestão de tempo passa por conseguirmos equilibrar as nossas obrigações e passatempos. Já que estamos em casa, não temos de perder tempo em deslocações. Aconselho vivamente cada um de nós a aproveitar o tempo para fazermos aquilo que sempre quisemos mas não tínhamos tempo, desde que não implique sair de casa. É o pretexto perfeito para instalarmos uma aplicação de aprendizagem de línguas estrangeiras e começarmos a aprender uma língua por nós mesmos. A internet oferece-nos uma infinidade de ferramentas de estudo de línguas. Pessoalmente, estou a aproveitar este tempo para estudar espanhol, italiano e francês e estou a gostar bastante. Ler também é um investimento em nós mesmos e no nosso conhecimento. A leitura de livros sobre a tua área de estudos, sobre aquilo que aspiras ser no futuro ou apenas por prazer. Se não tiveres uma cópia física do livro muito provavelmente está disponível uma versão em PDF do livro no site da editora.

É certo que cada um de nós tem as suas próprias considerações e uma experiência pessoal diferente. É normal que te sintas ansioso ou até mesmo triste por estares em casa, triste com as notícias que vês ou por não estares com os teus amigos ou familiares. Para evitares estes sentimentos negativos, na minha opinião deves focar-te em ti mesmo. A paciência é uma virtude e devemos procurar aprender com as adversidades da vida. Por mais difícil que seja ver, tudo tem um lado positivo e devemos aproveitar o tempo que temos para investir em nós mesmos.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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