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Amanhã me espera mais um dia – dia esse que vos conto – em que, pelo menos o suposto – ou imposto –  é que eu acorde às 7 em ponto. 

É uma história de dúvida e incerteza, erros, paixão e beleza. 

História esta que se tornou mais uma triste agravante da habitual triste rotina. 

Uma tristeza que nunca se torna hábito embora rotineira, a tristeza de quem está incerto sobre presente e futuro, que chora quartas em terças e terças em segundas feiras. 

Matemática é, às segundas, o meu primeiro bloco. Costumava adorar isto mas agora, com dois dígitos lectivos, não consigo manter o foco.



Para meu desalento, alterno o olhar entre o relógio e a porta. 

Caramba, que cena tão aborrecida, a minha vida parece estar morta.

De seguida, e que se repete por cinco dias, mais uma hora de almoço. 

Interação social ao mínimo reduzida e ansiedade social impede-me de levantar só para ir deitar fora o caroço. 

Ainda no mesmo dia, porém depois do meio dia, aula de biologia, que felicidade.

Epá, eu até gosto mas as notas são fodidas, ainda dizem que tenho bué capacidade. 

Três horas depois e intervalos passaram dois, a stôra de físico química não se cala.

Eu entendo, é o trabalho dela, mas eu quero sair da cela – desculpem, sala. 

Isto é uma segunda feira, não me sinto nada bem e os meus pais acham que escola é uma brincadeira.

Agora sim a incerteza, o verdadeiro problema, aquilo que queria escrever, segundo leram no tema.

Como veem eu gosto de ciência incompleta, algo como humanidades.

Eu até gosto de escrever, digo que sou poeta, e quero governar cidades.

Dizem me que tenho jeito e se não me falha a memória.

Posso até seguir direito e divirto-me com história.

O problema jaz em ficar aqui mais um ano, o problema está exposto.

Mas antes um do que dois de engano, e estaria a fazer o que gosto.

Enquanto que se continuar como estou tenho uma vida, de desgosto.

Tenho que pensar bem e não sei o que fazer.

Falta pouco mas se não decidir bem que me vou f*.. Tramar.

Mas bem, entretanto 

Acho que vou deixar isto para canto.

Quero é ir sair na Maia, dar umas voltas à praia.

Aproveitar a vida na minha idade.

Daqui a uns meses eu decido, fica decidido.

Que rumo vou eu ter na sociedade!

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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