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Provavelmente, sempre viste aqueles alunos que sempre tiram 20 a tudo, que estão sempre sentados na fila da frente e que sabem sempre tudo o que o professor questiona como seres “perfeitos”. Nem parecem seres humanos mas sim máquinas, sempre prontos para qualquer desafio que lhes apareça à frente. Pois bem, hoje venho comprovar-te que os nerds não são assim tão perfeitos como julgas. Eles também falham e fragilizam.

Eu sou uma dessas pessoas, sempre fui a aluna betinha e ainda hoje o continuo a ser. Nunca fui uma pessoa com uma vida social muito preenchida, nunca fui a qualquer tipo de festa universitária nem nunca tive curiosidade para tal, e sim também raramente faltava a uma aula, nem mesmo, quando essa aula era facultativa. Sempre gostei imenso de aprender e de estudar e se tu olhasses para mim dirias que a minha vida era perfeita. Contudo, verás que nem sempre as coisas são o que parecem. Não acreditarias se eu te dissesse que só à 3a tentativa acertei no curso universitário ideal, não acreditarias se te dissesse que nos outros cursos anteriores não fui boa aluna nem sequer uma aluna assídua.



É incrível como a paixão e o gosto pelas coisas condiciona tudo. Bastou um curso universitário errado para arruinar a continuidade de um percurso escolar dito ideal. Quando escolhi o segundo curso e passado um tempo vi que também não era o curso para mim, o mundo desabou sobre mim. Eu nem queria acreditar que aquilo estava a acontecer comigo. Como é que uma pessoa que sempre foi boa aluna, responsável e que sempre sonhou com a entrada no ensino superior podia ter arruinado tudo no momento mais decisivo e importante na vida de um estudante?!

Parecia um pesadelo sem fim, mas sempre soube que desistir era pior do que falhar.

Um dia ganhei coragem, decidi que precisava de ajuda especializada e foi assim que tudo mudou. Falei com os meus pais, fiz então as malas e fui morar para uma cidade nova. Tive de aprender a morar sozinha e comecei tudo do zero.

Ao início foi assustador, a escola era nova, não conhecia ninguém, não conhecia nada naquela cidade para além do caminho casa-escola e as dúvidas na minha cabeça eram imensas, “seria desta que as coisas iriam resultar?”, “será que algum dia iria encontrar o meu curso?”, “será que existiria um curso para mim?”

Mas hoje digo-te com imenso orgulho e com um sorriso rasgado que ter passado por isto foi a melhor experiência da minha vida. Ter tido estes entraves e dificuldades fez- me crescer e perceber que nem sempre as coisas podem ser perfeitas, nem sempre conseguimos vencer à primeira mas o mais importante é nunca desistirmos. Desistir é uma ação voluntária e fácil mas persistir após inúmeras quedas é apenas para os heróis”. Se passaste ou estás a passar por esta situação não queiras ser um desistente, sê o herói da tua história de vida.

Acredita, que cheguei a pensar que nunca haveria um curso perfeito para mim mas hoje posso dizer-te que já o encontrei e embora tenha voltado a ser a aluna betinha e a nerd da fila da frente, muitos que não sabem desta história dificilmente acreditariam que passei por isto tudo antes de recuperar o meu verdadeiro eu. Nunca te esqueças que não há pessoas perfeitas e que nem sempre as coisas são o que parecem. Não excluas nem desistas, dá uma oportunidade a ti mesma e aos outros e verás as coisas incríveis que serás capaz de concretizar.

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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