Passaporte para o futuro: Ciência de Dados

Foto de Hugo Alexandre Cruz / Iscte

O ritmo acelerado com que se processam as mudanças no mercado de trabalho tem requerido cada vez mais às empresas a adopção de novas tecnologias, bem como de profissionais dotados de fortes competências analíticas, com capacidade para antecipar e responder aos desafios impostos pelo desenrolar da Quarta Revolução Industrial.

  • Mas o que é um Cientista de Dados?

Este profissional nada mais é do que um especialista na análise, interpretação e estabelecimento de relações entre dados (Big Data). Estes conhecimentos permitem-lhe prever comportamentos e tendências no mercado, falhas e riscos de operação, sendo uma representação da necessidade emergente das empresas e outras organizações de obter valor acrescentado com os dados, bem como de os analisar, catalogar e interpretar.

  • Onde é que um Cientista de Dados pode trabalhar?

Hoje em dia, todas as organizações geram e utilizam dados, não só como uma ferramenta de apoio à decisão como ainda no desenvolvimento e promoção de novos serviços. Deste modo, pela elevada importância que esta profissão tem vindo a exercer nos últimos anos, um profissional em Ciência de Dados é considerado um elemento essencial no ambiente organizacional, permitindo às empresas posicionarem-se à frente da concorrência.

Podem exercer as suas funções em vários segmentos e empresas de foro privado e público como por exemplo: multinacionais, start-ups e organizações tradicionais.

  • Quais são as áreas relacionadas com Ciência de Dados?

Gestão, engenharia, estatística, programação e matemática são as áreas que mais se relacionam com Ciência de Dados, pelo seu caráter analítico e objectivo.

  • Quais os desafios que, enquanto Cientista de Dados, posso vir a enfrentar no futuro?

Devido à constante evolução tecnológica e ao aparecimento de dispositivos cada vez mais rigorosos, um profissional desta área deve estar capacitado para responder de forma segura e aplicar de forma eficaz o conhecimento adquirido, não só em hard-skills como ainda potenciar o desenvolvimento de soft-skills fundamentais como é o caso da comunicação, escrita, capacidade de negociar, pensamento crítico e gestão empresarial.

  • Onde posso estudar Ciência de Dados?

Pioneiro na criação da Licenciatura em Ciência de Dados, o Iscte aposta na formação de profissionais desta área através do desenvolvimento de competências essenciais na resposta aos desafios da Sociedade da Informação. Para além da Licenciatura, a oferta formativa contempla ainda o Mestrado em Ciência de Dados.

  • O que posso esperar da Licenciatura em Ciência de Dados no Iscte — Instituto Universitário de Lisboa?

Para além de um ambiente multidisciplinar, de proximidade e entreajuda, os alunos podem contar com um Plano de Estudos suportado pelas áreas relacionadas com a Ciência de Dados, de acordo com uma prática consolidada para responder aos desafios encontrados no mercado de trabalho. Esta Licenciatura, lecionada em português e nos regimes diurno e pós-laboral, permite ainda o seguimento de estudos para Mestrado capacitando os alunos com as ferramentas essenciais para obterem os melhores resultados.

  • Que provas de ingresso necessito ter para concorrer a esta Licenciatura?

São aceites as seguintes provas:

Matemática A (19) ou

Matemática A (19) e Economia (04) ou

Matemática A (19) e Biologia e Geologia (02).

  • O que caracteriza o Mestrado em Ciência de Dados?

O Plano de Estudos deste Mestrado tem como objetivo dotar os estudantes de conhecimentos avançados na área da Ciência de Dados, permitindo-lhes analisar com o maior rigor possível grandes volumes de dados, desenvolver conhecimentos em Data, Text Mining e Machine Learning bem como as suas aplicações na resolução de problemas concretos e ainda fornecer as ferramentas necessárias para resolver problemas e projetos de forma crítica, criativa e autónoma. Lecionado em português, no regime pós-laboral, este Mestrado dispõe ainda de uma taxa de empregabilidade de 98%.

Conversámos ainda com o Fábio Maltêz, estudante do Mestrado em Ciência de Dados, e que amavelmente aceitou dar-nos o testemunho da sua experiência neste curso.

“Acredito que um futuro aluno poderá sair deste mestrado confiante para entrar no mercado de trabalho, pois terá sempre bases sólidas sobre os fundamentos necessários para uma boa carreira em Ciência de Dados.”

Fábio Maltêz, estudante do Mestrado em Ciência de Dados do Iscte.

1) O que te levou a escolher este curso?

Apesar de ter tirado a licenciatura de gestão, também no Iscte, sempre tive o bichinho da tecnologia e inovação dentro de mim. Juntamente com querer aprofundar os meus conhecimentos sobre programação e algoritmos machine learning, o facto de a Ciência de Dados ser uma ponte entre o mundo empresarial e o tecnológico captou imediatamente o meu interesse mal descobri a área. Escolhi este mestrado em específico porque tem um programa abrangente – tocando em todas as áreas relevantes da Ciência de Dados, permitindo-nos aprofundar uma delas na tese – e flexível – pude juntar o meu interesse em CD com o de investimentos, através das optativas que escolhi e da tese.

2) Sendo um curso relativamente recente, o que é que um futuro estudante de Ciência de Dados pode esperar?

O mundo da Ciência de Dados e a velocidade de novas descobertas nele é enorme, mas acredito que a flexibilidade inerente deste ser um novo mestrado fará com que as matérias lecionadas se ajustem a estas mudanças. Acredito que um futuro aluno poderá sair deste mestrado confiante para entrar no mercado de trabalho, pois terá sempre bases sólidas sobre os fundamentos necessários para uma boa carreira em CD.

3) De modo geral, o que achas do grau de exigência do curso e da preparação que este vos dá para o mercado de trabalho?

Este mestrado forçou-me a usar várias horas fora das aulas para poder aprofundar os meus conhecimentos, através de pesquisa e trabalhos, sobre tópicos do meu interesse como bases de dados, clustering, previsão e redes neuronais. Isto sempre sabendo que tínhamos das melhores empresas no mercado nacional a oferecer bolsas aos melhores alunos, estágios e outras oportunidades de trabalho. Creio que estes exemplos dizem muito sobre o grau de exigência e preparação para o mercado de trabalho deste curso.

4) Como vês a importância da Ciência de Dados a nível futuro?

Vivemos numa sociedade que valoriza cada vez mais a tomada de decisões de forma transparente e baseadas em factos / dados. Desde a forma como bancos fornecem crédito, a como retalhistas colocam produtos nas lojas e como farmacêuticas criam fármacos. A necessidade de profissionais que saibam estruturar e analisar esta crescente quantidade de dados, tendo em consideração fatores como a privacidade e segurança, está a aumentar. É a Ciência de Dados que prepara estes profissionais, por isso acredito que seja uma área que vá ter uma crescente importância no futuro.

5) Que conselhos darias a um futuro aluno?

Boas bases de matemática / estatística e algum conhecimento de programação são extremamente úteis para beneficiar o máximo possível do mestrado, mas estes podem sempre ser revistos durante o ano.

Ciência de Dados é um mundo gigante, por isso entrar no mestrado já com alguma ideia do que queremos aprofundar pode ser útil – text mining, redes neuronais, previsão, etc. Ter uma área de foco, mas manter a mente aberta para o caso de descobrirmos algo interessante, é o segundo conselho que daria.

Se o testemunho do Fábio te convenceu e já decidiste que este é o teu Mestrado, marca já na tua agenda o prazo da 4ª fase de candidaturas: 3 a 23 de maio de 2022.

Podes encontrar aqui mais informações sobre a candidatura ao Mestrado em Ciência de Dados do Iscte Business School, incluindo todos os documentos necessários e de que forma a tua candidatura será analisada.

Num universo cada vez mais digital, desejamos-te o maior sucesso na perseguição dos teus sonhos, esperando que a Ciência de Dados seja não só mais um passo para o teu sucesso profissional como um passaporte para um futuro incrível. Boa sorte!

Artigo escrito em parceria com a Iscte Business School.