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O Politécnico de Coimbra (IPC) vai adquirir 86 bicicletas para uso da comunidade académica – 36 elétricas e 50 convencionais – no âmbito do projeto “IPC a pedalar”, que inclui também a aquisição de infraestruturas para estacionamento adequado das mesmas e outras estruturas de apoio.

Os novos equipamentos serão disponibilizados à comunidade em breve, a par da divulgação das respetivas condições de utilização. Em 2021 já será possível estudantes e funcionários circularem diariamente nas novas bicicletas do IPC, estacionando em áreas preparadas para o efeito, em cada uma das Unidades Orgânicas de Ensino (UOE), Serviços Centrais, Ginásio do Politécnico de Coimbra e Residências dos Estudantes.



Segundo Ana Ferreira, vice-presidente do IPC, a mobilidade sustentável é, cada vez mais, um desígnio de quem gere as Instituições de Ensino Superior, até mesmo por serem importantes polos de atração e geração de viagens. Neste plano pretende-se promover “a mobilidade suave, com enfoque na bicicleta, incidindo na comunidade académica do Politécnico de Coimbra”. Pretende-se “promover hábitos de consumo e de comportamentos e atitudes mais sustentáveis, em prol de uma melhor saúde ambiental e, naturalmente, de uma melhor qualidade de vida”, acrescenta.

No seguimento da aposta que tem vindo a ser feita desde 2018, o Politécnico de Coimbra está também a investir em mais ecopontos e máquinas dispensadoras de água da rede, mais garrafas de vidro para oferta à comunidade IPC, para além de cadernos reutilizáveis
que serão distribuídos a todos os trabalhadores da Instituição.

Está contemplada também a colocação de compostores no recinto de cada uma das cantinas/cafetarias dos SAS IPC, bem como nos Serviços Centrais, para reaproveitamento dos resíduos orgânicos daí resultantes, com a finalidade de produzir composto para os jardins e demais espaços verdes da Instituição, reduzindo a quantidade de Resíduos Urbanos (RU) enviados para aterro sanitário. A entrega dos compostores e dos ecopontos deverá acontecer durante as próximas semanas.

Para Jorge Conde, presidente do Politécnico de Coimbra, o Politécnico de Coimbra quer ser “uma referência cada vez maior” no ensino superior e na ciência, mas sem perder de vista a sua “missão de educar”. Projetos como o “Politécnico + sustentável”, em que esta candidatura se insere, são o mote para “a formação de uma geração mais preocupada com o ambiente e com o futuro do planeta”, refere. “Aquilo que aprendemos na escola, praticamos fora dela. Por isso mesmo, a reciclagem e o reaproveitamento de resíduos, a utilização de embalagem reutilizáveis como as garrafas de vidro e a mobilidade suave em bicicleta são opções que fazem do Politécnico de Coimbra uma instituição educadora e diferente e, claro, uma referência”, conclui o responsável.

Estas medidas vão ser financiadas em 70% através de duas candidaturas ao Fundo Ambiental realizadas pelo Serviço de Saúde Ocupacional e Ambiental, uma no âmbito da Produção e Consumo Sustentáveis e outra sob o mote Saúde de Qualidade e Cidades e Comunidades Sustentáveis, no valor de 79.402,03€.