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Depois de, na semana passada, o Magnum Consillium Veteranorum da Academia do Porto ter anunciado através de comunicado que, este ano, no regresso às aulas, “todas as atividades de praxe” estariam suspensas, esta segunda-feira foi a vez de o reitor da Universidade de Lisboa proibir receções ao caloiro e demais interações da praxe.

“É proibida a realização de quaisquer atividades relativas a praxes académicas, qualquer que seja a forma que possam assumir e o local onde decorram”, inscreveu num despacho, citado esta segunda-feira pelo Público, o reitor António Cruz Serra. Acrescenta ainda que “A realização de quaisquer actividades relativas a praxes académicas constitui infracção disciplinar”.



António Cruz Serra notou ainda que a proibição de praxes não impede que os novos alunos da UL passem por actividades de acolhimento, organizados pelo estabelecimento de ensino. “A realização de praxes académicas não se confunde com o processo de acolhimento e de integração dos novos estudantes que as Escolas asseguram no respeito pelas regras decorrentes da situação de pandemia”.

De acordo com o Jornal de Notícias de hoje (edição impressa), em Aveiro, onde o habitual conselho de praxes nem sequer chegou a ser constituído, este ano também não deverá haver atividades do género. Na Universidade do Minho, onde o calendário de praxes chegou a ser anunciado em julho mas acabou por ficar em espera, depois da contestação da reitoria e da associação académica, deverá haver fumo branco esta terça-feira à noite, depois da reunião do grupo responsável pela organização — o chamado Cabido de Cardeais.

Para já, neste regresso às aulas, só em Coimbra é que as praxes estão asseguradas — e, mesmo assim, com adaptações e regras sanitárias impostas pela pandemia.

Esta segunda-feira à noite, no Facebook, o Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra revelou o “decretus extraordinarius” que determina como vão decorrer as atividades praxísticas em 2020. Para além de estarem proibidos os grupos com mais de dez pessoas e as atividades que envolvam contacto físico, todos os envolvidos devem manter sempre uma distância de dois metros entre si e utilizar máscara — mas não qualquer máscara.

Se, em vez de cirúrgicas, os estudantes trajados de capa e batina preferirem utilizar máscaras de tecido, vão ter de observar algumas regras estéticas: as únicas cores permitidas são preto, branco ou cinzento; e só serão permitidos os logótipos ou símbolos “que sejam da Universidade, da Associação Académica e respetivas Secções e de Carros da Queima das Fitas”.

Porque os tempos são de pandemia, o Conselho de Veteranos anunciou ainda a criação de uma nova iniciativa, os “Caloiros de Segurança Pública. O objetivo será, por meio da praxe, criar uma  “ferramenta de contribuição positiva para a sociedade através da divulgação das normas de segurança junto — e através — dos novos estudantes e participando em ações de entre-ajuda comunitária”.