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O tema da praxe é sempre um tema de precipício. Pois o que na realidade devíamos discutir é a forma como as pessoas se comportam, e não generalizar a praxe como algo mau.

O comportamento humano é a condicionante do que é ou não a praxe. Se por um lado temos a ideia de que a praxe pode ser um fenómeno de acolhimento do estudante, por outro lado, temos que condicionar a praxe à temática de que se trata mais de uma espécie de descarga de raiva e frustração, por parte daqueles que em outros anos foram caloiros e que agora querem-se vingar.

Não se trata só de meia dúzia de trajados fazerem jogos de interacção com os novos estudantes, trata-se muito mais de impor o respeito, e como em qualquer hierarquia se compararmos os caloiros ao povo, trata-se de uma dizimação do que é o respeito humano.



Insultos, tratar mal, fazer os caloiros de empregados são só meros exemplos do que a praxe significa para uma parte dos trajados. Se não fosse verdade, e se as pessoas soubessem o verdadeiro espírito de praxe, não apareceriam todos os anos dezenas de pessoas alcoolizadas ou até mesmo mortas a fazerem capas de jornais.

Mas mesmo assim continuo a achar que se trata mais do carácter das pessoas, do que propriamente a atribuição ao nome “praxe”. O comportamento humano subjuga-se e o medo de encarar as pessoas, leva a que responsabilizemos o todo. Quando há uma parte negligente, supomos através de métodos dedutivos que é o todo que tem a culpa.

Sim, sou estudante universitária, e não me considero em nenhum dos lados da moeda. Nem praxe, nem antipraxe, considero que não gosto dos métodos que certas pessoas arranjam para satisfazer os seus prazeres, considero que na mesma pertença existem pessoas que se sabem divertir e acolher o verdadeiro espírito de caloiro. A essas pessoas chamo as verdadeiras detentoras do que deveria ser o sentido dapraxe, às outras chamo de uns auto-destruidores do que é na realidade a normalidade de um dia de praxe.

Todos somos influenciados por o que nos rodeia, mas nós e que somos a parte que influência em muito o meio, e é essa influência que detemos no meio, que nos torna a “imagem” que passa cá para fora.

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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