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Terminado o 12º ano, chega a altura de todos os estudantes do país pensarem em duas coisas que irão definir os próximos anos das suas vidas: o curso que irão frequentar e a universidade que irão escolher como segunda casa. Mas… e quando isso não ocorre como planeamos? E se tivermos de adiar o nosso sonho por questões financeiras ou pelas próprias indecisões que ocorrem nas nossas cabeças? Como lidar com o facto de vermos os nossos amigos partirem rumo a esta aventura que é para muitos a mais aguardada das suas vidas e nós ficarmos com o nosso sonho adiado? Hoje venho dar-te resposta a todas estas questões. Eu também tive de adiar o meu sonho e sei bem o que é sentir toda a ansiedade e tristeza que nos invade nos primeiros tempos.



Inicialmente, para mim foi um grande choque quando os meus pais me comunicaram que eu teria de adiar a minha entrada no ensino superior por questões financeiras. Era boa aluna, tinha tido um bom percurso escolar, tinha depositado muito empenho durante aqueles 3 anos do ensino secundário e de um dia para o outro vi o meu sonho a ficar cada vez mais longe de mim. Logo naquele momento que estaria a um passo de o alcançar. Custou-me imenso e cheguei a pensar que nunca mais iria alcançar este sonho. Porém, vou mostrar-te como parar os estudos por um tempo e adiar o nosso sonho pode ser mais produtivo do que pensas. Eu como tinha de ajudar financeiramente os meus pais, arranjei um emprego em part-time e foi o meu primeiro contacto com o mercado de trabalho. Comecei por servir às mesas num bar de praia e fazia também serviços de balcão e limpeza e embora possas pensar: “Mas o que é que isso tem de positivo?”, “Nem sequer tem haver com a área que queres seguir..” acredita que tudo isto me trouxe hábitos e aprendizagens fundamentais e comuns a qualquer emprego. Trouxe-me responsabilidade, capacidade de lidar com várias personalidades diferentes, fez-me perceber o que é ter um chefe e ter obrigações profissionais, ajudou-me a perceber o verdadeiro valor do dinheiro e fez- me conhecer pessoas fantásticas. Após o fim do verão, saí desse bar de praia e fiz outros trabalhos em part-time, embrulhei presentes no Natal naqueles balcões existentes nos supermercados, fui empregada de caixa, de reposição e de limpeza num outro supermercado e tudo isto me ajudou a crescer como pessoa. Na altura, não tive a noção de todas estas coisas e achava que tudo aquilo nunca me serviria para nada mas hoje tenho um currículo mais rico graças a todas estas experiências.

Atualmente, encontro-me no ensino superior e já fiz workshops de empregabilidade e já assisti a várias palestras sobre este tema e cada vez compreendo mais a importância de ter tido estas oportunidades ao longo daquele ano que pensaria ser o pior da minha vida. Nunca deixes que um imprevisto, por maior que ele seja, tenha um impacto negativo e esmagador nesta grande aventura que é a tua vida. Aprende a improvisar, a transformar o que te parece negativo em experiências únicas e enriquecedoras. Nunca te esqueças que é também nas quedas que estão as maiores aprendizagens. Se tiveste de adiar o teu sonho, não deixes de correr atrás dele, nada está perdido, faz desse tempo de pausa uma experiência única.

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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