Quando tudo conta

Sempre fui, apesar dos meus tenrinhos dezassete anos, uma pessoa que acredita que tudo acontece por alguma razão. Posso começar já por aqui: se estou a escrever isto, com o intuito de ser lido por diversas pessoas, é porque estava destinado que assim o fosse. Em muitos momentos da nossa vida, damos por nós encurralados num beco, aparentemente, sem saída.

Viver é uma dádiva. A vida é uma bênção. Só quem está vivo sabe o quão bom é viver. E, enquanto estudantes e adolescentes – coisa que parece ser difícil de conciliar a cem por cento – são regulares estes momentos em que se perde o chão, em que o estudo deixa de fazer sentido; em que o mundo que seguramos desaba, como se uma fila de dominó se tratasse.



Porém, tudo conta. Tudo vale a pena. A vida é nossa e fazemos dela o que bem entendemos. Isto tudo para transmitir a minha opinião de que devemos aproveitar tudo aquilo que nos cerca. As aulas não são um bicho-de-sete-cabeças – devem ser um estímulo. O problema, dir-me-ão, é que, com este modelo de ensino, muito mais importam as notas do que aquilo que, efectivamente, retemos. É certo. Contudo, devemos estar sedentos de aprender. Somos o que aprendemos. Somos os nossos erros e os que vemos os outros cometerem. Os professores até podem parecer uma seca e sê-lo, por vezes. Mas acreditem: escutá-los e absorver tudo aquilo que nos transmitem, vale muitíssimo a pena.

É isto que diferencia os indivíduos com mais e menos capacidade: esta virtude de ouvir e aplicar. Só assim nos desenvolvemos. E, acima de tudo, só assim conseguimos reunir domínios para termos um papel ativo no mundo e na sociedade – aquela que criticamos, esquecendo-nos, em grande parte das vezes, que fazemos parte dela.

Assim, não olhemos tudo com desdém; evitemos queixas repetidas da pobreza que é a nossa vida. Só vive quem ama a vida que tem. Seja na escola ou na vida privada, há que manter uma postura séria e assertiva. Aproveitar o que temos, enquanto o temos. Só quem já lidou com a morte, como eu já lidei, é que dá valor a todas as pequenas coisas de que é feito o nosso quotidiano. Vivam e façam viver. E tirem boas notas. Sempre.

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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