Dez dias de ansiedade. Restam-nos exatamente dez dias até recebermos as notícias que tanto desejamos. Obviamente que ainda faremos mil e uma coisas antes de lermos aquelas palavras cujo significado é enorme para nós. Ainda imaginaremos o que acontecerá três mil vezes antes do grande dia. Mas 7 de Setembro de 2015 é uma data que alterará a nossa vida. Por completo. E apesar de possuirmos um enorme receio, elevarmos a fasquia do que será a vida universitária, roermos as unhas devido ao nervosismo ou, muitas das vezes, estarmos a preparar tudo para o início de uma nova etapa, é certo que este dia não chegará mais rapidamente. Aliás, quem espera desespera e, neste momento, somos milhares a tentar vislumbrar o panorama da nossa entrada no Ensino Superior. O que nos espera? Será que faremos um bom trabalho? Conseguiremos realizar uma boa adaptação a um mundo tão distinto daquele que conhecemos? Mas quem espera sempre alcança e é isso que devemos manter nos nossos pensamentos.

Terminámos o Secundário há dois meses e, fazendo um pequeno périplo pela nossa memória, há três anos, esperávamos freneticamente pela abertura solene do primeiro período do 10º ano. Mas este é somente o último marco do nosso período escolar. Já passámos por tantos dias tão relevantes… Por tantas apresentações, por tantos professores, por tantos amigos, por tantos colegas, por tantos torniquetes a emitirem um pequeno som quando passamos o cartão, por tantos testes, por tantos esquecimentos, por tantos batimentos cardíacos acelerados, por tantas borboletas na barriga, por tantas desilusões, por tantos receios, por tantas adversidades, por tantas salas de aula, por tantas escolhas certas e erradas, por tantas notas boas e más, por tantos exames, por tantas noites mal dormidas… Em suma, se olharmos para trás, já despendemos doze anos nos mais diversos ambientes. Se optarmos por ficar com uma Licenciatura, necessitamos de pelo menos três anos. Mestrado? Mais dois. Doutoramento? Juntamos três. Ou seja, já vivemos doze anos como alunos “obrigatórios” e restam-nos, no máximo, oito como alunos “opcionais”. Independentemente daquilo que o dia 7 de Setembro nos reserve, sabemos a priori que, apesar de, eventualmente, encararmos tudo de uma forma menos alegre agora, se o nosso esforço for recompensado, frequentaremos o curso que desejamos, E, um dia mais tarde, exerceremos a profissão que sempre almejámos.



Não, não estou a ser exacerbadamente otimista. Eu ainda acredito que o talento e o esforço podem ser devidamente premiados!
 Fracas perspetivas de empregabilidade? Má situação económica nacional? Problemas internacionais? Indivíduos que nos dizem constantemente: “Mas o que é que vais fazer para esse curso!?”, “Mas que raio é que pensaste quando decidiste candidatar-te a isso!?”, “Não achas que devias fazer A, B ou C ao invés de D?”.

Não devemos gastar as nossas energias com essas questões. Por mais negra que seja a nossa visão agora, por mais desesperados ou cansados que nos sintamos, por mais lentamente que os ponteiros do relógio pareçam avançar… Estamos cada vez mais perto das nossas aventuras! Estamos a dar mais passos em direção à concretização dos nossos objetivos! Que se danem as opiniões alheias, nós conseguiremos obter TUDO mesmo quando todas as pessoas fizerem previsões que apontem para um grande NADA!

Façam destes anos os melhores das vossas vidas! Creio que o desejo de uma vida melhor e a luta podem mover montanhas… E, que tal, se… Fizermos tudo para mover a grande montanha que pode ser a nossa vida? Esta não é a dicotomia diversão/estudo ou vida social/boas notas. Nós somos capazes de conciliar cada vertente da nossa vida. Basta querer.

Força caloiros, força! Que a sorte esteja comigo, que a sorte esteja convosco, que a sorte esteja com todos nós! 🙂

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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