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Ser finalista é uma ambiguidade de sentimentos: de conquista e de vitória por termos conseguido aquilo pelo qual lutámos durante quatro anos da nossa vida mas, ao mesmo tempo, já se começa a sentir a saudade de algo que ainda não terminou mas está mesmo mesmo a acabar.

Ser finalista é sentir que o tempo fez acabar, mas querer que esse tempo se prolongue, que haja mais risos, mais amizades, mais noites passadas com os amigos ou mesmo a estudar – apenas mais tempo.



Ser finalista é saber que se a nossa capa falasse, muita gente não iria gostar de ouvir o que ela iria dizer – mas, certamente, ela iria falar dos melhores momentos dos nossos anos e de alguns dos piores também. É saber que ela pode retratar o nosso percurso e tem lá guardadas as nossas melhores memórias.

Ser finalista é saber que os melhores quatro anos da tua vida estão a chegar ao fim. Não foram os mais fáceis, tiveram muitas pedras no caminho e lágrimas à mistura, muitos altos e baixos mas, no fim de tudo, o balanço foi positivo. Foi positivo não pelas tardes passadas a estudar, mas sim por todas as pessoas que passaram por nós e nos marcaram de alguma maneira. Por sentirmos que, ao olhar para trás, somos pessoas diferentes, mais maduras, melhores. Foi positivo por perceber que os amigos podem ser família e perceber que realmente os amigos da faculdade são para a vida.

Ser finalista é saber que chegou a hora de partir, mas que o coração quer ficar. E esse, irá sempre ficar.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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