A vida universitária começou e o que muitas vezes acontece a todos os estudantes é a necessidade de criar o primeiro curriculum vitae. Posteriormente, o que se sucede é a dúvida de como fazê-lo e o que colocar. A maioria dos estudantes do primeiro ano não têm nada verdadeiramente relevante para colocar, pois ainda não possuem experiência no mundo do trabalho, o que é perfeitamente natural. Todas as pessoas que criam o seu primeiro CV, à partida, não têm experiência profissional prévia, uma vez que muitas vezes o fazem propositadamente para usar na sua primeira entrevista de trabalho. Vou revelar algumas dicas que podem ser úteis para qualquer estudante que esteja agora a começar a sua aventura na universidade e que esteja um pouco “perdido” em relação à estrutura do seu CV:

1. O CV tem de ser sucinto e de fácil leitura. Coloquem-se no papel de um gestor de recursos humanos que está a ver centenas de currículos de várias pessoas por dia. Para um estudante que ainda não tenha qualquer experiência profissional, o currículo deve ter no máximo duas páginas. Não se esqueçam que muitas dessas pessoas perdem apenas cinco segundos a ler cada currículo e ao colocares muitos pormenores desnecessários (texto corrido) essas pessoas cansar-se-ão muito mais facilmente e passarão para outro currículo, não lendo tópicos interessantes que possas ter colocado no teu currículo.

2. Se colocares algum tipo de descrição para explicares melhor alguma experiência que tenhas tido, usa sempre a 3ª pessoa. Caso queiras pormenorizar a tua experiência ou explicares o que sentiste ao realizá-la usa o LinkedIn e não o teu CV.



3. Sê criativo e organizado na criação do teu CV. Faz algo simples mas que desperte a atenção de quem o está a ler. Evita usar Europass ou qualquer outro tipo de modelo de currículo já pré-feito excepto se o empregador o solicitar.

4. Caso não tenhas ainda qualquer experiência profissional, começa por colocar a tua formação académica, isto é, o curso que estás a tirar no momento. Deves colocar o mais importante na primeira página.

5. Coloca uma foto percetível. Convém estares a olhar para a câmara e que apresentes um aspeto profissional mas agradável (as fotografias tipo pass, em que apareces demasiado sisudo, não contam).

6. Por fim, tens de te destacar de alguma maneira, isto é, assinalares informações que sejam do interesse do teu entrevistador. Como não possuas ainda experiência profissional, o melhor será, numa fase inicial, indicares concursos nos quais tenhas participado, cursos suplementares, experiências de voluntariado, idiomas e certificados, atividades extracurriculares, desportos que pratiques, conhecimentos informáticos, experiências internacionais, entre outros.

São estes os conselhos que, como estudante universitária que passou pela mesma insegurança na hora de enfrentar a folha em branco, tenho para vos oferecer. O currículo é o que nos caracteriza como indivíduos situados no mercado de trabalho e é um instrumento crucial na obtenção de experiência profissional. No entanto, convém não esquecer que cada vaga no mercado de trabalho merece que destaques diferentes skills. Assim, não tenhas apenas “um CV”. Adapta-o para cada vaga e de acordo com o que a empresa procura em ti. Nós, como jovens, temos de saber usar esta ferramenta da melhor maneira e tirar o melhor proveito possível!

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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