THE World University Rankings 2027: Portugal coloca 18 instituições entre as 2000 melhores do mundo

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A mais recente edição do Times Higher Education (THE) World University Rankings 2027 trouxe boas notícias para o ensino superior nacional: 18 instituições portuguesas conseguiram posicionar-se entre as 2000 melhores universidades do mundo. Entre subidas de patamar, estreias absolutas e a consolidação de polos de investigação de referência, a Universidade de Lisboa destaca-se na liderança ao alcançar o cobiçado top 400 mundial.

Oxford mantém a liderança global sob pressão do MIT

A nível global, a Universidade de Oxford (Reino Unido) manteve o 1.º lugar pelo 11.º ano consecutivo, embora tenha ficado à frente do Massachusetts Institute of Technology (MIT) por uma margem mínima de apenas 0,1 pontos. O topo da tabela continua dominado por instituições norte-americanas e britânicas, com a Universidade de Princeton e a Universidade de Stanford a partilharem a 3.ª posição, seguidas pela Universidade de Cambridge (5.º), Universidade de Harvard (6.º), Caltech (7.º), Imperial College London (8.º) e, a fechar o top 10 com posições empatadas em 9.º, UC Berkeley e a Universidade de Yale.

Apesar da hegemonia ocidental nos primeiros lugares, a edição de 2027 salienta a crescente competitividade das academias asiáticas, que continuam a progredir nas tabelas globais.

O panorama português: quem sobe, quem desce e quem se estreia

Ao todo, 19 instituições de ensino superior portuguesas foram avaliadas formalmente com faixas de classificação na edição de 2027, sendo que 18 figuram dentro do limiar das 2000 melhores:

 

  1. Universidade de Lisboa (376–400): Sobe do grupo 401–500 e isola-se como a instituição portuguesa mais bem classificada. Destaca-se no pilar de ligação à indústria (Industry, 76,5 pontos) e na qualidade da investigação (Research Quality, 67,5 pontos).
  2. Universidade de Coimbra (401–450): Melhora face à faixa 401–500 de 2026, registando uma pontuação notável de 83,1 na transferência de conhecimento para o setor produtivo (Industry).
  3. Universidade do Porto (401–450): Acompanha Coimbra ao progredir do bloco 401–500, reforçada pelos 69,7 pontos no indicador de qualidade científica.
  4. Universidade NOVA de Lisboa (501–550): Avança do intervalo 501–600, sustentada pelo perfil cosmopolita e internacional (International Outlook, 62,3 pontos).
  5. Universidade do Minho (601–650): Sobe face ao lote alargado 601–800 e bate o recorde nacional no pilar Industry, atingindo uns expressivos 87,2 pontos.
  6. ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (651–700): Especifica a sua posição no terço superior do intervalo anterior (601–800).
  7. Universidade de Aveiro (701–800): Fixa-se na segunda metade da faixa 601–800 onde figurava no ano passado.
  8. Universidade da Beira Interior (701–800): Também no intervalo 701–800, a academia da Covilhã alcança a pontuação mais alta de todo o país na qualidade de investigação (Research Quality), com impressionantes 76,3 pontos.
  9. Universidade Católica Portuguesa (801–1000): Mantém a sua posição estável dentro do top 1000 mundial.
  10. Universidade do Algarve (1001–1200): Mantém-se firme no mesmo patamar da edição anterior, com 60,8 pontos na componente de internacionalização.
  11. Universidade dos Açores (1001–1200): Uma das grandes surpresas da tabela. Depois de constar em 2026 apenas com estatuto Reporter (sem dados/posição atribuída), entra diretamente para a faixa 1001–1200 com 63,2 pontos em qualidade de investigação.
  12. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (1201–1400): Dá um salto positivo, saindo do grupo 1201–1500.
  13. Universidade de Évora (1401–1600): Regista um ligeiro recuo face ao grupo 1201–1500 do ano anterior.
  14. Universidade Lusófona (1401–1600): Progride do patamar de cauda 1501+ para o escalão 1401–1600.
  15. Egas Moniz – Cooperativa de Ensino Superior (1401–1600): Estreia-se na tabela já com classificação atribuída neste escalão, evidenciando 48,6 pontos em qualidade científica.
  16. Instituto Politécnico de Viana do Castelo (1601–1800): Conquista presença sólida dentro das 1800 melhores do mundo.
  17. Instituto Politécnico do Porto (1601–1800): Iguala o patamar do IPVC, com 40,1 pontos em qualidade de investigação.
  18. University of Leiria and Oeste (1801–2000): O Politécnico de Leiria fecha o grupo das 18 instituições lusas presentes no top 2000 global.

(Nota: Fora deste grupo dos 2000 primeiros lugares, o Instituto Politécnico de Setúbal figura na faixa 2001+).

Como funciona o ranking?

O THE World University Rankings avalia universidades intensivas em investigação com base em 17 indicadores calibrados, agrupados em cinco grandes pilares:

 
  • Ensino (Teaching): ambiente de aprendizagem e reputação pedagógica;
  • Ambiente de Investigação (Research Environment): volume, receitas e reputação da produção científica;
  • Qualidade da Investigação (Research Quality): impacto de citações, excelência e influência dos estudos publicados;
  • Internacionalização (International Outlook): capacidade de atração de estudantes, docentes e cooperação internacional;
  • Indústria (Industry): transferência de conhecimento através de patentes e receitas com o tecido empresarial.