Cheguei ao Ensino Secundário sem nenhuma retenção. Estava na hora de escolher e as áreas que eu mais ouvia falar eram Ciências e Tecnologias, Línguas e Humanidades, Ciências Sócio Económicas ou Artes Visuais. Dentro destas, sempre tive mais interesse em Línguas e Humanidades.

Chegada a hora da minha consulta na Psicóloga da escola, para ter os meus 30 minutos de Orientação Vocacional, foram apresentados os cursos científico humanísticos, ou seja, os que referi anteriormente e depois, de uma forma mais rápida diz-me a psicóloga: “Também existem alguns cursos profissionais em áreas específicas, mas são mais direcionados para quem quer ingressar no mercado do trabalho após o 12º ano e tu és bom aluno, por isso…”



Posto isto, perguntei na mesma quais existiam e se haveria hipótese de prosseguir estudos e a dra, disse-me que existiam vários, mas nas escolas mais perto, os que se destacavam eram: Turismo, Informática de Gestão, Receção e Comércio. Quando eu ouvi “Turismo”, eu quis logo saber mais, quis ver o Plano Curricular e percebi que estavam ali agregadas as disciplinas que eu queria, mais virado para as Línguas. Era o tipo de curso que eu queria, algo mais prático, com Formação em Contexto de Trabalho e com uma “mini tese”, a Prova de Aptidão Profissional.

Disse logo que era aquilo que eu queria. Se me arrependo? Nem por isso.

Acabei o curso nos 3 anos estimados, sem nenhum módulo nem disciplina, em atraso. Fiz uma Prova de Aptidão Profissional, que foi um trabalho árduo, ao qual mais nenhuma vertente de cursos está sujeita, só mesmo os Cursos Superiores, à semelhança da Formação em Contexto de Trabalho (Estágio), que também me fez amadurecer, crescer e aprender imenso.

Terminei com 20 na PAP e 20 na Formação em Contexto de Trabalho, mas foi devido ao meu esforço. Se sei tudo aquilo que sei hoje em dia, devo agradecer ao Ensino Profissional. Se descobri a minha vocação, tenho que agradecer ao Ensino Profissional. Obrigado, Ensino Profissional, por seres a vertente de ensino mais completa, mais rica e mais interessante.

Tal como todos os outros alunos dos outros cursos, consegui entrar no Ensino Superior e obtive 16 valores no exame nacional de Português. Mas não fui o único. Na minha turma, mais alunos conseguiram tal feito. Porque os alunos dos cursos profissionais não são burros, nem são mal preparados.

Os Cursos Profissionais se forem levados a sério têm tudo para ser a melhor vertente de Ensino existente. Afirmo isto, com toda a certeza.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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