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Para o regresso às aulas do Ensino Superior no próximo ano letivo, as universidades estão a preparar medidas que permitam cumprir as regras sanitárias e zelar pela aprendizagem dos seus alunos.

Se tudo correr como planeado, as instituições de Ensino Superior esperam começar o novo ano letivo em setembro, como é habitual. Obviamente, tudo dependerá da evolução da pandemia em Portugal, mas o objetivo parece ser consensual: garantir que todos os alunos vão à faculdade.

Para tal acontecer será necessário fazer algumas mudanças para cumprir as regras sanitárias e evitar a proliferação do vírus. Para evitar uma concentração excessiva de estudantes nas salas de aula, a Universidade Nova de Lisboa vai partir as turmas em três e haverá rotação entre grupos, escreve o Expresso.



Assim, numa aula teórico-prática, enquanto um grupo está com o professor, os outros estão a assistir à distância. As aulas serão gravadas e disponibilizadas numa plataforma online, juntamente com qualquer material de apoio usado pelo docente. Além disso, haverá ainda uma área para perguntas e respostas.

A Universidade de Lisboa, por sua vez, antecipa três cenários possíveis. O primeiro, o menos provável, prevê um regresso ao modelo anterior à pandemia, significando que o vírus teria sido erradicado do país. O segundo põe em hipótese o regresso ao ensino à distância, usado nos últimos meses deste ano letivo. O terceiro seria semipresencial, que o reitor António Cruz Serra admite ser “mais provável e mais trabalhoso”.

Para cumprir a distância de segurança, as turmas serão reorganizadas. O que é ponto assente é evitar anfiteatros cheios de estudantes: “Não me parece que haja condições”.

O reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira, critica a Direção-Geral da Saúde (DGS) por não emitir novas orientações para o Ensino Superior.

“As que estão em vigor, preveem dois metros radiais em torno de cada pessoa e isso inviabiliza por completo o funcionamento da Universidade. Um auditório para 300 pessoas fica com capacidade para 20. Nem as salas de espetáculo funcionam assim. Para essas a DGS permite uma ocupação cadeira sim, cadeira não”, disse em declarações ao Expresso.

Na Universidade do Porto, admite-se ainda a redução do número de horas das aulas práticas, para além da separação das turmas em grupos. A esperança de António Sousa Pereira é que, conhecendo melhor o vírus agora, seja possível funcionar o mais normalmente possível no próximo ano.

O reitor portuense rejeita ainda a hipótese de regressar integralmente ao ensino à distância: “O ensino à distância como alternativa não tem pés nem cabeça. É e deve ser um método complementar. Não podemos dizer que é muito importante ter a investigação dentro das universidades e depois manter os alunos à distância”.

Para facilitar o cumprimento das regras de distanciamento social, a Universidade do Minho prevê alargar os horários de funcionamento. Complementarmente, parte do funcionamento dos cursos e das horas de contacto entre professores e alunos terá de ser não presencial.

“Vamos garantir a utilização intensiva dos espaços, entre as 8h e as 20h, incluindo o sábado na semana letiva”, disse o reitor da instituição minhota.