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No dia em que não entrei na faculdade sorri, ri e vivi. Fui ver um concerto dos GNR, estive com os meus amigos que são caloiros de um ou outro curso. Por vezes vieram-me as lágrimas aos olhos, estranho era se isso não acontecesse. Mas, o sorriso falou sempre mais alto. Falei com amigos que são irmãos, que sabem sempre o que dizer é quando o dizer..

Nem tudo é como nós queremos e quantos queremos por vezes a vida prega-nos rasteiras que nos fazem cair de cara no chão. Situações que nos fazem pensar em tudo o que já fizemos e naquilo que iremos fazer daqui para a frente. E agora? Qual é o próximo passo? Três anos de trabalho e nada? O que faço agora? Por breves instantes o mundo pára e sentimo-nos desamparados como se nos tivessem tirado o chão que pisamos. É, então nesse momento, que o “click” se dá dentro de nós.



A vida não pode parar. Não podemos baixar os braços e desistir. Tem de haver um plano B e este é o momento ideal de o pôr em prática. Tenho um ano de descobertas pela frente. Uma ano de trabalho, estudo, diversão, loucura, emoção e descanso. Um ano de viagens, pessoas, experiências novas. Talvez descubra uma outra vocação, outro algo que goste. Ou, então, perceba que aquilo pelo qual lutei durante três anos de secundário e não atingi este ano seja realmente a minha verdadeira paixão.

Ninguém fica feliz de não entrar na universidade, mas nem tudo é tão negro assim. Nada acontece por acaso, talvez haja um motivo para isto também.

Seja o que for que o futuro tem reservado para mim de uma coisa tenho a certeza: seja Coimbra, Lisboa, Porto, Minho, Covilhã ou qualquer outra universidade, elas esperam por mim. Basta eu querer…

De um caloiro sem curso.

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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