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Os reitores das universidades vão manter o pagamento das propinas, mas garantem que estão atentos e preparados para apoiar os estudantes que possam vir a ser financeiramente afectados pelos efeitos da pandemia da covid-19.

Esta quarta-feira, 25 de Março, os reitores das universidades, assim como os presidentes dos institutos politécnicos, estiveram durante toda a tarde reunidos a partilhar experiências e medidas que estão a lançar para tentar minimizar os impactos da pandemia da covid-19 e do isolamento social em que vive actualmente a comunidade estudantil e todo o país.

Em cima da mesa estiveram a avaliação dos estudantes internacionais, como resolver a questão das aulas laboratoriais que estão suspensas ou quando se poderá regressar às aulas presenciais. Temas sem solução ainda à vista, admitiu-se à Lusa.



Há mais de uma semana que as instituições de ensino superior têm as aulas presenciais suspensas, mas mantêm o ensino à distância. Para o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Fontainha Fernandes, não faz sentido neste momento suspender ou reduzir o valor das propinas.

O representante das instituições de ensino superior referiu que as aulas estão a decorrer, apesar de serem à distância, e que os professores e funcionários estão a trabalhar. No entanto, sublinhou que as instituições estão atentas e preparadas para accionar os serviços de Acção Social, caso haja algum estudante que precise. Essa prática já vem sendo habitual nas instituições, lembrou. “Existe uma dimensão social do problema que está a ser acautelada também pelo Governo, que lançou um conjunto de medidas para prevenir o impacto da pandemia.”

Fontainha Fernandes considera que “o ensino superior é um exemplo de normalidade”, já que as aulas continuam a ser dadas através do teletrabalho e do ensino à distância. Por vezes, as instituições encontram soluções diferentes para problemas iguais, mas todas têm o mesmo objectivo, como sublinhou. “Que os alunos concluam com êxito este ano lectivo.”

As instituições, referiu, têm-se entretanto mobilizado para ajudar a reduzir o impacto da pandemia: há investigadores de universidades a trabalhar para aumentar a oferta de produtos de protecção contra o vírus, assim como novos ventiladores. Também há residências estudantis preparadas para a receber as equipas médicas que precisem de descansar, exemplificou Fontainha Fernandes.