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Os cursos de Medicina lecionados fora das cidades do Porto e de Lisboa vão poder aumentar as vagas até 15% no próximo ano letivo. O anúncio foi feito pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), Manuel Heitor, numa entrevista ao semanário “Expresso”, publicada no sábado.

“Nos quatro cursos que funcionam em Lisboa e Porto o número não deve ser aumentado. Fora das duas cidades, as vagas vão poder ser aumentadas até 15%”, disse o responsável.

Manuel Heitor falava a propósito do despacho de fixação das vagas para o próximo ano letivo que deverá ser “publicado na primeira semana de junho”.



O responsável adiantou ainda que “todos os cursos com elevado índice de atratividade” – excetuando, neste caso, os cursos de Medicina – também vão poder aumentar as vagas entre 15 e 25%, quando no ano passado o aumento permitido tinha sido entre 5 e 15%.

Neste caso, o ministro refere-se a cursos – “cerca de 20” – que tenham deixado de fora candidatos com médias iguais ou superiores a 17 valores. Podes consultar aqui os únicos 12 cursos de Lisboa e do Porto que tiveram autorização para aumentar as vagas no âmbito desta medida no ano passado.

Que cursos de Medicina é que podem aumentar vagas?

As escolas médicas que ficam de fora do aumento de vagas são: as Faculdades de Medicina da Universidade de Lisboa, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, a Faculdades de Medicina e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, ambas da Universidade do Porto.

Assim, as que poderão aumentar vagas são: a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, a Escola de Medicina da Universidade do Minho e a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade da Beira Interior. Com base na percentagem adiantada pelo ministro, o aumento de vagas poderá ser de:

  • Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra: 38 vagas às 255 atuais.
  • Escola de Medicina da Universidade do Minho: 18 vagas às 120 atuais.
  • Faculdade de Ciências Médicas da Universidade da Beira Interior: 21 vagas às 140 vagas de 2019.

Isto permitiria um aumento total de até 77 vagas num curso que tem mantido o número de vagas praticamente inalterado nos últimos 10 anos. Ficou por esclarecer se a medida contempla os ciclos básicos de Medicina dos Açores e da Madeira (três anos de formação nas ilhas, com prosseguimento de formação depois no continente). Além destes cursos existe o Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve, que tem um processo de candidatura local à margem do Concurso Nacional de Acesso.