Versão 2026 do Portal Infocursos já está online: Descobre como usar a ferramenta essencial para a tua escolha

Já está disponível a versão de 2026 do portal Infocursos! Desde hoje, dia 29 de junho, os estudantes podem aceder à plataforma através do endereço infocursos.pt, que reúne os dados estatísticos mais completos e atualizados sobre os cursos superiores em Portugal. Se estás no momento crucial de escolher o teu curso e preparar a candidatura ao Ensino Superior, esta é uma ferramenta de consulta obrigatória para garantires uma decisão informada.

Gerido pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), com o apoio do Instituto para o Ensino Superior (IES, I.P.), o portal atualiza este ano a informação detalhada de 6.319 pares estabelecimento/curso, associados a 287 instituições e unidades orgânicas de todo o país. A plataforma cobre Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), licenciaturas, mestrados integrados e mestrados.

 

Porque é que o Infocursos é vital para ti?

Escolher um curso superior vai muito além de olhar apenas para as notas de candidatura (médias do último colocado) do ano anterior. O Infocursos funciona como um verdadeiro “raio-X” de cada curso e instituição, permitindo-te comparar dados reais e oficiais em vez de te baseares apenas em opiniões. Com ele, consegues perceber se os estudantes que entram num determinado curso estão satisfeitos (se mudam ou desistem), quanto tempo demoram a concluir os estudos e, acima de tudo, qual é a taxa de desemprego real dos recém-diplomados.

Como o podes usar nas tuas escolhas?

Ao pesquisares as licenciaturas e mestrados integrados que tens na tua lista de preferências, deves focar-te em quatro indicadores fundamentais:

  1. Taxa de desemprego registado no IEFP: Mostra a percentagem de recém-diplomados (que terminaram o curso nos últimos 4 anos) que estão inscritos como desempregados. É uma métrica excelente para avaliar a empregabilidade real do par instituição/curso.
  2. Situação dos alunos um ano após iniciarem o curso: Revela a percentagem de alunos que se mantêm no curso, os que mudaram e os que saíram do sistema. Muita desistência ou mudança pode ser um sinal de que o curso não correspondeu às expectativas.
  3. Percentil médio dos alunos: Indica o nível e o perfil de notas de ingresso de quem costuma entrar naquele curso.
  4. Taxa de conclusão: Permite ver quantos alunos terminam o curso no tempo regular (N), ou com um (+1) ou três (+3) anos de atraso.

Apanhado das Principais Estatísticas Nacionais (Edição 2026)

Em comunicado enviado à Uniarea, a DGEEC destaca métricas globais muito interessantes que revelam o estado atual do Ensino Superior em Portugal:

 

1. Formas de Ingresso: A Força da 1.ª Opção

No ano letivo de 2024/25, a maioria esmagadora dos estudantes que entraram no Ensino Superior Público (Licenciaturas) fê-lo através da sua 1.ª opção no Concurso Nacional de Acesso, atingindo os 44,3% (um crescimento consistente face aos 43,8% do ano anterior e aos 40,2% de 2015/16). A 2.ª opção fixou-se nos 15,3%.

Nos Mestrados Integrados Públicos, a preferência é ainda mais vincada: 61,9% dos novos alunos entraram na sua 1.ª opção.

Por outro lado, no Ensino Superior Privado, o ingresso faz-se maioritariamente por Concurso Local ou Institucional, representando 74,5% nas licenciaturas e 88,3% nos mestrados integrados.

 

2. Empregabilidade: Desemprego Registado em Mínimos

Um dos dados mais positivos da edição de 2026 é a consolidação de taxas de desemprego muito baixas entre os recém-diplomados. Tanto no Ensino Superior Público como no Privado, a taxa média de desemprego registado no IEFP fixou-se em apenas 2,6%. Este indicador analisa os diplomados que terminaram a formação entre 2020/21 e 2023/24, avaliando a sua situação em junho e dezembro de 2024.

3. O que acontece após o 1.º ano? (Retenção e Desistência)

Analisando o percurso dos alunos que ingressaram em 2023/24 e a sua situação um ano depois (em 2024/25):

  • Mestrados Integrados: São os que apresentam maior estabilidade. 89,6% dos alunos continuavam inscritos no mesmo curso, apenas 7,6% mudaram e uns escassos 2,8% saíram do sistema.
  • Licenciaturas: 82,3% mantiveram-se no mesmo curso, 8,4% mudaram de par instituição/curso e 9,2% deixaram o Ensino Superior.
  • CTeSP: Registam maior volatilidade, com 67,3% de retenção no mesmo curso e 26,9% de alunos a abandonarem o sistema nacional após um ano.

4. Internacionalização: Alunos Estrangeiros em Destaque

A atratividade do Ensino Superior português para estudantes internacionais continua elevada em 2024/25. A maior fatia encontra-se nos Mestrados de 2.º ciclo, onde 26,2% dos inscritos são de nacionalidade não portuguesa. Seguem-se os CTeSP (18,7%), os Mestrados Integrados (18,4%) e as Licenciaturas (13,5%).

5. Taxas de Conclusão por Áreas

O Infocursos mede o sucesso académico a longo prazo, avaliando quem termina no tempo regular (N) e quem necessita de mais margem (até 3 anos após o tempo previsto — N+3):

  • Licenciaturas de 3 anos: A taxa global de conclusão ao fim de N+3 anos foi de 63,3%. As áreas com maior taxa de sucesso são a Saúde e Proteção Social (76,0%) e a Educação (73,1%). Em sentido inverso, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) registam a menor taxa de conclusão regular/alargada, com apenas 47,5%.
  • Mestrados Integrados de 6 anos: Alcançam uma taxa global de conclusão acumulada muito elevada de 86,8%, impulsionada pelos cursos da área da Saúde (como Medicina), que registam uns impressionantes 92,4% de taxa de conclusão.

Conselho da Uniarea: Não escolhas o teu curso às cegas! Dedica algumas horas a navegar pelo portal Infocursos, bem como o nosso fórum, cruza os teus interesses com os dados reais de desemprego e sucesso das instituições e garante que a tua primeira opção na candidatura seja realmente a melhor escolha para o teu futuro.