(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Vivemos numa sociedade em que cada vez mais nos intitulamos como insuficientes em relação a quase tudo. “Não sou o melhor aluno do curso”, “não sou aquele que está em mil e uma associações”, “não sou o mais social”, “não tenho o corpo mais escultural”.

Entramos na faculdade e procuramos independência. Procuramos ser aquela pessoa que sempre idealizamos, por isso estudamos imenso para sermos aquilo que pensamos ser “os melhores profissionais”. Entramos no ginásio, para sermos os mais fit, entramos em associações, que por vezes nem nos identificamos, porque temos de ser sociais e nos relacionarmos com as pessoas certas. Porém, a certo ponto não temos tempo de simplesmente estar com os nossos melhores amigos ou um almoço de família.

E eu pergunto: estaremos nós a caminhar em direção à perfeição?



Não vos trago as melhores notícias. E se eu vos disser que podem ser tudo aquilo que é o melhor e mesmo assim se sentirem incompletos. Sentirem que vos falta algo. Ou melhor, nem terem consciência de que vos realmente falta.

Parem. Arranjem tempo para vocês próprios, para arrumarem os vossos pensamentos em gavetas. Reflitam. Ganhem coragem para serem imperfeitos. Pensem naquilo que realmente querem ser. Como querem ser lembrados. Entendam que não precisam de ser aceites por todos. Aceitem que ser o melhor aluno não quer dizer que é, apenas e só, melhor que todos os outros. Que ser o mais social, não te faz por si só o mais amado.

Por isso, não tentes ser aquilo que não és numa das etapas mais bonitas da tua vida – a universidade. Faz realmente aquilo que te faz mais feliz. Estabelece as tuas prioridades. Entra nas organizações que verdadeiramente te identificas. Sai daquilo que realmente não te interessa. Mas, acima de tudo, desenvolve-te pessoalmente. Pensa em quem queres ser daqui a 5 ou 6 anos. Investe tempo em te formares como pessoa. E aceita que a maneira como és ou como queres ser “é suficiente”. Só não deixes que essa ideologia não te faça querer melhorar todos os dias.

Atualmente, as empresas só deixaram de valorizar tanto as “hard skills”, as capacidades técnicas, porque isso nos dias de hoje já é banal, já é tido como garantido. Agora o verdadeiramente valorizado são as “soft skills”, aquilo que te vai potenciar a trabalhar em equipa, e que te vai dotar de capacidades de te relacionar com diferentes pessoas ao teu redor.

E, mesmo sabendo disso, tens de ter consciência que só vais ser verdadeiramente feliz se perceberes que apenas tens de ser “a tua melhor versão” todos os dias da tua vida. Tens de te tentar superar sempre e lutar sempre, mas pelos teus objetivos, não por seres mil e uma coisas que em nada te vão acrescentar a TI. Sim, a ti, porque no final és só tu que contas.

Por isso, tem gratidão primeiro por ti, para que depois a possas ter para com os outros e não tentes ser tudo. PARA. Percebe o teu caminho, faz o teu horário de estudo, percebe se queres ou não pertencer aquela organização, percebe se queres mesmo ir aquela saída à noite.

E, no final, sorri. Sorri, porque independentemente do que os outros pensem, tu estás a seguir o teu caminho. Quer profissional quer pessoalmente e isso é o que te vai verdadeiramente levar à felicidade genuína, ao amor consciente.

E agora perguntas-me: “quem és tu para saberes que isto que escreveste é o correto?”.

A verdade é que não é a verdade universal. É “o meu correto”, a minha maneira de ser feliz, o pensamento por trás do caminho que quero traçar.

Por isso, PARA, PENSA. SÊ A TUA MELHOR VERSÃO.

Colabora!

Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

Gostavas de publicar um texto? Colabora connosco.