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Entre os dias 17 e 20 de Setembro, mais de 450 estudantes de medicina de 16 países diferentes (Holanda, Reino Unido, Finlândia, Irão, Egipto, Ucrânia, entre outros) reuniram-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) no YES (Young European Scientist) Meeting, um encontro científico que promove a formação de estudantes da área médica.

O evento começou no dia 17, quinta-feira, com o chamado “pre-course“, num dia que foi principalmente introdutório ao congresso, e mais direcionado para aqueles com menos conhecimento e experiência na área biomédica, como os novos alunos de Medicina e mesmo estudantes de ensino secundário. Este dia contou com imensas oportunidades de melhoramento e adquirimento das chamadas soft-skills, podendo os participantes escolher entre muitas oportunidades.

Na sexta-feira, dia 18, o dia começou com a sessão de medicina interna, que foi seguida por um excelente coffee-break com apresentação de posters. O YES Meeting proporcionou, aliás, uma tarde excelente àqueles que se inscreveram neste congresso, com atividades fantásticas, entre elas a visita à cidade do Porto, um passeio de barco pelo rio Douro, bem como às caves do vinho do Porto, sem esquecer a visita à Fundação Serralves, com paisagens maravilhosas, entre outras atividades igualmente cativantes.

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Visita à Fundação Serralves

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No museu do FC Porto

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Ponte Luís I

O congresso seguiu para o sábado, com palestras sobre os mais variados temas, desde a oncologia à ginecologia. Neste caso, foi especialmente interessante a palestra do Dr. Dmitri Laptoko (Rice University, EUA), cuja equipa está a trabalhar na utilização de nanopartículas de ouro coloidal para o tratamento e deteção de alguns tipos de cancro. O Dr. Dmitri Laptoko tem um doutoramento em física molecular e térmica, o que mostra a transversalidade da ciência: as várias áreas do conhecimento não são mutuamente exclusivas, pelo contrário – os avanços em áreas completamente distintas são fulcrais para outras áreas. O Dr. Dmitri Laptoko é um excelente exemplo disto, ao utilizar os seus conhecimentos de física em projetos que estão maioritariamente relacionados com a medicina.
Quem esteve presente neste dia teve ainda a oportunidade de ouvir o Dr. Frits Rosendaal (Leiden University, Holanda), que ganhou um Prémio Spinoza em 2003, o maior prémio científico na Holanda.
O dia terminou com o jantar de gala, que decorreu na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda.
(Uma pequena nota, mais uma vez, para a qualidade dos coffe-breaks do evento: comi o que classifiquei como um excelente arroz de pato, e eu nem gostava de arroz de pato…)

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O anfiteatro cheio, no sábado

Quando o domingo começou, sabia-se que o YES Meeting estava prestes a dizer um “até ao próximo ano”, mas, ao mesmo tempo, estávamos expectantes pelas surpresas que ainda estariam reservadas para o último dia.
Foi neste dia que os participantes do YES Meeting tiveram a honra de escutar um pouco sobre o trabalho do Dr. Venkatraman Ramakrishnan, vencedor do prémio nobel da química em 2009. O Dr. Venkatraman Ramakrishnan é físico, mas trabalha na investigação da estrutura atómica dos ribossomas (estruturas celulares responsáveis pela tradução do DNA, através do RNA mensageiro, em proteínas), o que, mais uma vez, reforça a ideia de que, na ciência, a transversalidade de áreas é enorme.

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Dr. Ramakrishnan, perante uma plateia atenta

Na tarde de domingo, depois de uma sessão plenária com a apresentação de vários trabalhos interessantes, de uma sessão sobre neurociências e vários workshops, foi altura da despedida. O sucesso desta 10.ª edição do YES Meeting era espelhado nas faces daqueles que, ao longo destes três ou quatro dias, assistiram ao congresso, participaram em várias atividades e (re)descobriram uma das mais belas cidades de Portugal. E todos saímos do congresso com uma certeza: a certeza de que a comissão organizadora do próximo YES Meeting, o 11.º, tudo fará para suplantar a edição deste ano.

SEE YES NEXT YEAR!