Como é que é possível apaixonar me pela cidade onde estudo, pela instituição onde estudo… Isso é tão bom, tão gratificante que nos faz querer reprovar para não irmos embora.
Amor ao preto e branco, orgulho no traje que visto e na instituição que me acolheu! Amor e dedicação ao curso, ao verde e branco, cores que carrego sobre o braço esquerdo a cada vez que trajo! ORGULHO!
Dois anos passaram e continuo com a mesma certeza, do curso que escolhi, da forma como entrei, e na instituição que escolhi para me licenciar.
Acreditem que no início fiquei assustado, apesar de já conhecer a cidade, continuava assustado, pois não sabia se seria bem recebido, se iria correr bem, se iria à praxe, se seria mesmo este o curso que queria tirar. Havia tantas dúvidas, tantos medos, que rápido passaram, e esses medos deixaram de ser medos e passaram a ser certezas absolutas.
Confesso, os primeiros dias não foram fáceis, praxe, aulas, adaptação à escola, professores, mas com o tempo tudo se foi ajustando e eu sentia-me como se tivesse em casa.
Candidatei-me aos +23 anos (pois já tinha 25 quando me candidatei), para o curso de Turismo, na Escola Superior de Comunicação Administração e Turismo ( EsACT) em Mirandela, um dos pólos dos Instituto Politécnico de Bragança, o melhor de Portugal pelo quinto ano consecutivo.
De todas as escolhas, esta foi das mais acertadas que fiz e não me arrependo de nada, de um único segundo, minuto ou hora em que perdi a pensar se vinha ou não estudar, e posso dizer, ainda bem que decidi vir.
Universidade não é só festa como tantos dizem, há um conjunto de elementos que se conjugam para pudermos dizer ” Universidade “, festas académicas, estudo, praxe, amigos, padrinhos, jantares de curso, isso sim define a palavra universidade.
Dizem que o meu curso é dos mais fáceis, poderá ser sim mas também tem o seu grau de dificuldade, também é preciso estudar, porque o curso não se faz sozinho, e há unidades curriculares que são mesmo exigentes e por vez no levam ao cansaço extremo que nesses dias, chegamos a casa pousamos a mochila, vamos para o quarto, encostamo-nos na cama e adormecemos!
O tempo passa tão rápido que não nos apercebemos, parece que ainda foi ontem, o meu batismo, e já tenho uma afilhada, parece que foi ontem a minha serenata, mas já traçei a capa da minha afilhada, parece que foi ontem que me despedi da minha madrinha de praxe (uma amiga para a vida) que finalizou o curso, e agora sou que estou prestes a finalizar o curso e sou eu hoje o finalista.
Estudei tanto (que acabei por me apaixonar pela área dos números), diverti-me tanto, conheci tanta gente que…
falta-me apenas um ano, e nem me apercebi, não quero finalizar, não quero acabar, mas tudo tem um início e um fim, é a lei da vida.
Mas posso dizer, fui/sou feliz, fiz parte da associação de estudantes, do núcleo do meu curso, experiências que me marcaram de uma forma tão positiva que se voltasse ao passado, voltaria a fazer exatamente o mesmo, porque só vivemos uma vez e, devemos viver o máximo que pudermos!
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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.
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